Apesar de ter erradicado pela metade seus pomares, Palmas mantêm-se como maior produtor de maçãs do Estado do Paraná. É o que mostra relatório do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado, apresentado durante o Primeiro Encontro dos Produtores de Maçãs no último dia 23 de novembro.

No evento promovido pela Estação local do Instituto Agronômico do Paraná(IAPAR), que realiza pesquisas para o desenvolvimento da pomicultura, o Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs(ABPM) revelou que atualmente o município é responsável por 28 a 30% da maçã produzida no Estado. Para a safra 2016/2017 são projetadas 14 mil toneladas.

Intenso frio permitirá boa colheita de maçã na safra 2016/2017 em Palmas

Conforme Ivanir Dalanol, atualmente o município conta com aproximadamente 400 hectares em produção e outros 48 recentemente implantados e que deverão iniciar ciclo produtivo em 2 ou 3 anos. Depois de Palmas, Lapa com 20% e Campo do Tenente(18%) são os maiores responsáveis pela produção estadual de maçã.

Salientou que os produtores estão ampliando áreas e renovando pomares já existente motivados pela experiência local que  diminuiu o custo de implantação, condução dos pomares e na fase de colheita. Explicou Dalanol que são plantadas mudas(porta enxertos) mais vigorosas e mais espaçadas e com isso não é necessário os palanques e arames para o suporte das plantas. Explicou que a nova forma já recebeu parecer favorável de técnicos e pesquisadores do setor.

Dentre os resultados da nova sistemática está maior insolação das plantas melhorando a coloração dos frutos; menor aplicação de defensivos; direcionamento dos galhos para a linha de produção, gerando facilidade e agilidade na colheita. “Isso melhora a produtividade, qualidade dos frutos e menor incidência de pragas”, explicou.

MUDAS

Avaliou que um dos problemas encontrados para incremento dos pomares é a dificuldade de obtenção das mudas, pois são muito caras e ainda e as disponíveis no mercado apresentam risco de qualidade fitossanitária. A aposta do setor é o apoio do poder público municipal e estadual para a produção local de mudas de qualidade e com baixo custo a partir da estrutura de pesquisa já existente, como o IAPAR, por exemplo.

Além das necessárias para implantação das novas áreas, as mudas servirão para a substituição dos pomares em produção. Os produtores precisam erradicar as plantações depois de algum tempo pois  naturalmente vão perdendo sua capacidade produtiva tornando a atividade inviável. Outra questão está relacionada demanda  do mercado por frutos diferenciados em sabor e coloração.

Conforme o Diretor da ABPM há uma projeção de se ampliar em mais cem hectares a área no município, desde que os produtores recebam o apoio necessário.