Divulgado na última semana pela Federação das Indústrias do Rio do Janeiro (Firjan), o IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) 2019 mostra que Palmas está entre os 30 municípios com melhor desempenho fiscal no estado do Paraná.

Conforme o indicador deste ano, que baseia-se em dados oficiais de 2018, o município atinge o índice de 0,841. Ele é composto por quatro indicadores: IFGF Autonomia, IFGF Gastos com Pessoal, IFGF Liquidez e IFGF Investimentos, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é considerada a gestão.

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Valores de referência do IFGF

Entre os indicadores, Palmas obteve o melhor desempenho em gastos com pessoal, atingindo o índice máximo. Em seguida, aparece o quesito autonomia, com 0,898. No indicador de investimentos, o índice palmense é 0,775 e na liquidez, 0,691.

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Entenda o que mede cada um dos indicadores do IFGF:

  • IFGF Gastos com Pessoal: representa quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal, em relação ao total da receita corrente líquida (RCL). Tendo em vista que esse é o gasto com maior participação na despesa total de um município, este indicador mede o grau de rigidez do orçamento, ou seja, o espaço de manobra da prefeitura para execução das políticas públicas, em especial dos investimentos.
  • IFGF Investimentos: acompanha o total de investimentos, em relação à receita corrente líquida (RCL). Ruas pavimentadas, iluminação pública de qualidade, transporte eficiente, escolas e hospitais bem equipados são exemplos de investimentos municipais capazes de aumentar a produtividade do trabalhador e promover o bem-estar da população.
  • IFGF Liquidez: verifica se as prefeituras estão deixando em caixa recursos suficientes para honrar suas obrigações de curto prazo, medindo a liquidez da prefeitura como proporção das receitas correntes líquidas.
  • IFGF Autonomia: é o novo indicador do IFGF e evidencia um dos pontos mais críticos para a gestão fiscal eficiente das prefeituras: a baixa capacidade de se sustentarem. Nesse sentido, o IFGF Autonomia pretende avaliar se as prefeituras brasileiras geram recursos suficientes para arcar com seus custos de existência. O indicador verifica a relação entre (i) as receitas oriundas da atividade econômica do município e (ii) os custos para manter a Câmara de Vereadores e a estrutura administrativa da Prefeitura.