Mais de 1,3 mil trabalhadores de Palmas tiveram seus contratos de trabalhos suspensos ou salários e jornadas de trabalho reduzidos, através do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado pelo governo federal e que permite a realização de acordos entre trabalhadores e empresas para a manutenção de empregos durante a pandemia do novo coronavírus.

De abril até esta segunda-feira (27), 179 empregadores e 1.342 trabalhadores do município haviam firmado acordos através do programa, criado por meio de Medida Provisória e que, após aprovação pelo Congresso Nacional, foi convertido em Lei no inicio deste mês.

Através do programa, os contratos de trabalho podem ser suspensos por até 60 dias e salários e jornada de trabalho podem ser reduzidos pelo período de até 90 dias. Nestes casos, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador, com o objetivo de repor parte da redução salarial. A medida também visa reduzir as despesas das empresas no período em que estão com atividades suspensas ou reduzidas.

O número de acordos firmados em Palmas, até esta segunda-feira (27), foi de 1.651, sendo maior que o total de trabalhadores, visto que um mesmo trabalhador pode ter mais de um emprego e realizar mais de um acordo.

Do total de acordos, 431 foram de suspensão, 674 de redução de salários e jornada de 70%, 352 de redução de 50%, 183 de redução de 25% e 11 acordos realizados com trabalhadores que atuam em regime intermitente.

De acordo com o Ministério da Economia, dos acordos firmados em Palmas, 45 foram com trabalhadores com menos de 18 anos. A maior parte – 447 – foram com trabalhadores na faixa etária entre 30 e 39 anos.

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Acordos firmados em Palmas de acordo com a faixa etária dos trabalhadores (Fonte: Ministério da Economia)

Entre os setores econômicos, a maior parte dos acordos foi firmado com trabalhadores do setor de serviços. Na sequência está a agropecuária, seguido pela indústria.

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