A indústria madeireira de Palmas, Sul do Paraná, exportou mais de 177,7 mil toneladas de madeira compensada entre janeiro e setembro, uma produção 19,38% maior que a registrada no mesmo período de 2015, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  No entanto, responsável por mais de 77% da movimentação financeira do mercado exportador do município, o compensado gerou cifras na casa de US$ 84,1 milhões, valor 10,46% menor que o do ano passado.

Segundo fontes ligadas ao setor, em 2015 a taxa cambial era menor, o que gerava menor interesse por parte das indústrias madeireiras do país em exportar. A elevação do dólar neste ano, aumentou a oferta, superando a demanda, o que acabou pressionando os preços para baixo.

Num âmbito geral, até o terceiro trimestre, as exportações do município alcançam US$ 109,2 milhões, cerca de 5,21% menos que o gerado em 2015, com a comercialização de 184,7 mil toneladas, 20,08% mais que o produzido no ano passado, dentre todos os produtos da pauta de exportações de Palmas.

Em 2016, a indústria farmacêutica, através da Heparina, movimentou mais de US$ 15,9 milhões. No setor frigorífico, a carne suína gerou US$ 6,8 milhões em exportações. Além desses produtos, entram na pauta de exportações do município, miudezas comestíveis de origem animal, resíduos de madeira, artefatos de uso domésticos, tubos e conexões hidráulicas, que, juntos, movimentaram mais de US$ 2,3 milhões. Nesse mesmo período, nas importações, Palmas fechou os 9 primeiros meses com US$ 939,9 mil.

Considerando o saldo da Balança Comercial – valor de exportações menos o valor de importações – Palmas alcança US$ 108,3 milhões, o que coloca o município com a 12ª maior Balança Comercial do Paraná e a 140ª do país.