As exportações de produtos à base de madeira pela indústria de Palmas, sul do Paraná, no primeiro semestre deste ano alcançaram US$ 59,2 milhões  de dólares contra US$ 51,4 milhões em 2012, com crescimento de aproximadamente 15%. Os dados são do relatório do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior(MDIC).

Um dos fatores que vem contribuindo pela o crescimento da indústria palmense é a retomada da movimentação da construção civil nos Estados Unidos. É o que mostra uma reportagem publicada hoje(05)na Gazeta do Povo, com o título Tio Sam levanta indústria da madeira.

Conforme cálculos preliminares da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), no primeiro semestre, a  venda de compensado de pinus aumentou 19% no semestre, sendo que os Estados Unidos  foi responsável  por 13.11% do total.

O setor madeireiro de Palmas, que desde 2007 vinha sofrendo uma crise por conta do valor do dólar e pela crise  no setor imobiliário americano provocando  o fechamento de várias unidades produtivas e a extinção de centenas de empregos, começou a experimentar um novo cenário. Conforme o superintendente da  Abimci, Paulo Roberto Pupo,  os Estados Unidos apresentam um cenário positivo, com uma recuperação lenta, mas consistente.

Conforme José Carlos Januário, diretor de exportações da Indústria Guararapes, a projeção é encaminhar para os Estados Unidos neste ano, 250 mil metros cúbicos de compensados, volume 13% superior ao ano passado. Conforme relatou à Gazeta do Povo, a empresa chegou a vender 330 mil metros cúbicos de compensado de pinus.

A produção de casas no mercado americano, que chegou a 2,3 milhões em 2005, caiu para 500 mil a partir de 2006, com o início da crise das hipotecas. Mas está em franca recuperação. No ano passado foram 900 mil casas e nesse ano a previsão é que sejam construídas 1 milhão de residências. “Dificilmente o mercado americano voltará aos números de 2005, mas já há uma melhora do quadro geral”, diz Januário.

O dólar mais alto também ajuda a melhorar a competitividade da madeira brasileira no exterior. Na área de compensados, o principal rival do Brasil é o Chile. Além do compensado, outros produtos da madeira também estão sendo beneficiadas. É o caso da Lavrama, de Coronel Domingos Soares, que produz molduras  e que exportou em 2012 um volume 15% superior ao período anterior. Em 2013, o crescimento das exportações já alcança 5%, lentamente recuperando-se das baixas de 50% enfrentados entre 2009 e 2010.