A balança comercial de Palmas, Sul do Paraná, fechou o primeiro semestre do ano com US$ 70,3 milhões em exportações, queda de 11,30% comparado ao mesmo período de 2015. Apesar da redução, os valores estão acima da média registrada nos últimos 12 anos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A madeira compensada, principal produto do mercado internacional de Palmas, representa cerca de 77,2% de todo o valor exportado com US$ 54,3 milhões. A indústria farmacêutica destacou-se pelo aumento de 13% nas vendas ao exterior, com mais de US$ 9,4 milhões. O setor frigorífico também elevou a sua participação passando de US$ 4,4 milhões no ano passado para quase US$ 4,8 milhões em 2016. Resíduos de madeira, miudezas de animais e artefatos de alumínio também fazem parte da pauta de exportações do município.

Os Estados Unidos assumem a liderança do mercado comprador da indústria palmense, com aproximadamente US$ 21,4 milhões. Em seguida estão Reino Unido (US$ 12,8 milhões), Espanha (US$ 9,6 milhões), Bélgica (US$ 5,8 milhões), Hong Kong (US$ 3,4 milhões), Alemanha (US$ 2,5 milhões), África do Sul (US$ 1,8 milhão), Holanda (US$ 1,7 milhão), Austrália (US$ 1,5 milhão), México (US$ 1,4 milhão), além de Itália, Argentina, Dinamarca, Irlanda, França, Líbano, Turquia, entre outros.

Com relação às compras do mercado externo, a indústria palmense registrou redução de 13% comparado ao ano passado. No primeiro semestre de 2016, a aquisição de maquinários, implementos e ferramentas para a indústria totalizaram US$ 666 mil, contra US$ 768,3 mil contabilizados em 2015. Porém, neste ano a pauta de importações recebeu o acréscimo de mais um produto. Pela primeira vez, em 12 anos, o setor produtivo palmense precisou importar milho. Segundo o MDIC foram compradas mil toneladas do grão, a um custo de US$ 193 mil.

Conforme especialistas, a valorização do dólar fez com que o milho brasileiro se tornasse mais competitivo no exterior, estimulando as vendas externas do cereal. No entanto, o recorde de exportações se refletiu negativamente nos estoques nacionais, gerando uma grave crise de abastecimento, obrigando o Brasil a importar o grão.

Com preços elevados no mercado doméstico e ameaçando a produção de aves e suínos, sobretudo na região Sul do país, os produtores buscaram no mercado externo a saída para a crise. Paraguai, Argentina e Estados Unidos são os principais mercados importadores do cereal para o Brasil.