Quase 300 empresas da região Sudoeste do Paraná estão em dívida com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O montante devido pelos empregadores ultrapassa R$ 23 milhões e atinge mais de 7 mil trabalhadores, conforme levantamento exclusivo realizado pelo Setor de Estatísticas da Rádio Club de Palmas/RBJ junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

+ Empresas de Palmas devem R$ 9,9 milhões em FGTS para 1,5 mil trabalhadores

Entre os municípios da região, Palmas é o que registra a maior fatia dos débitos, R$ 9,915 milhões. Em número de trabalhadores que esperam depósitos do FGTS, Francisco Beltrão é o que apresenta a maior parcela, atingindo quase 1,8 mil empregados. Já no total de inadimplentes, Pato Branco tem 50 empresas com dívidas do Fundo de Garantia em cobrança pela PGFN.

  • Compartilhe no Facebook

A partir do dia 13 de setembro, os trabalhadores brasileiros poderão começar a sacar valores de suas contas ativas e inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Conforme o Ministério da Economia, os empregados poderão sacar até R$ 500,00 de cada conta ou ainda realizar um saque anual, de acordo com a sua data de aniversário. Porém, trabalhadores que não tiverem os valores de FGTS recolhidos pelo empregador não terão esses valores disponíveis para saque

O FGTS é um direito do trabalhador com carteira assinada. Até o dia 7 de cada mês, os empregadores devem depositar em contas abertas na Caixa Econômica Federal, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. O fundo não acarreta desconto no salário, pois se trata de uma obrigação do empregador. Se tiver depósitos a receber, o trabalhador pode tentar reaver o dinheiro acionando a Justiça do Trabalho.

A PGFN é o órgão responsável por atuar na cobrança dos valores que deixaram de ser recolhidos e que, por isso, foram encaminhados para inscrição em dívida ativa.