A alta nos preços de produtos que compõem a cesta básica tem assustado os consumidores, que viram o dinheiro encurtar ao realizar suas compras mensais. O principal exemplo foi o do arroz, que tem ultrapassado os R$ 20,00 no pacote de cinco quilos.

O Departamento de Jornalismo da Rádio Club de Palmas conversou com o analista de mercado Cleiton Santos, que elencou os principais fatores que levaram o arroz a ficar mais caro nas últimas semanas.

Segundo ele, a elevação do dólar tornou as exportações mais atraentes para os produtores. Agregado a isso, o aumento no consumo, diante da pandemia, escasseou o produto no mercado, elevando os preços. Ouça no player abaixo:

 

Segundo Santos, a previsão é que os preços recuem a partir do inicio de 2021, com o aumento na área de plantio e oferta da nova safra. Ouça no player abaixo:

 

Essa elevação de preços tem impactado significativamente no custo da alimentação básica. Ao Jornalismo da Rádio Club, o economista e supervisor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no Paraná, Sandro Silva, relatou os principais resultados obtidos pelo órgão na pesquisa mensal da cesta básica, realizada em Curitiba.

Conforme ele, desde março, quando a pandemia ganhou força no Brasil, a cesta básica tem ficado mais cara, com destaque para feijão e arroz. Além do dólar, ele aponta que o pagamento do auxílio emergencial, que levou à elevação do consumo, contribuiu para a redução da oferta de determinados alimentos, puxando para a alta de preços. Ouça no player abaixo:

 

O vice-presidente da Associação Paranaense de Supermercados no Sudoeste, Fernando Delazeri, destaca que, além do arroz, produtos como carne, feijão e óleo de soja também sofreram aumentos por conta das variações do dólar.

Salienta que muitos supermercadistas, diante dessa realidade, têm buscado reduzir suas margens de lucro, muitas vezes repassando apenas o valor de custo, na tentativa de segurar os preços pagos pelos consumidores. Ouça no player abaixo: