A economia da microrregião de Palmas cresceu 296% em 15 anos, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios de Palmas, Coronel Domingos Soares, Clevelândia, Honório Serpa e Mangueirinha, no Sul e Sudoeste do Paraná.

Em 1999, a soma dos valores de todos os bens e serviços finais produzidos pelos municípios, totalizou R$ 623,5 milhões. No último levantamento divulgado pelo IBGE, referente ao ano de 2014, o PIB microrregional chegou a R$ 2,47 bilhões.

Considerando o PIB per capita, que é a divisão de todos os valores pelo número de habitantes da região, o crescimento é de mais de 210%. Em 1999, a população dos cinco municípios era de 74,6 mil pessoas, o que gerava R$ 8,3 mil por habitante. Uma década e meia depois, a estimativa populacional da microrregião subia para 95,1 mil, com um PIB per capita de R$ 25,9 mil.

Para o cálculo do PIB, o IBGE levanta o Valor Adicionado Bruto (VAB), obtido através do Valor Bruto da Produção (VBP), descontados os valores dos insumos utilizados para a confecção de determinado produto ou execução de serviços. Conforme o IBGE, o VAB é sempre calculado a preços básicos, excluindo qualquer imposto e qualquer custo de transporte faturado separadamente.

O Instituto apresenta, a preços correntes, os VABs dos três grandes setores de atividade econômica – Agropecuária, Indústria e Serviços. A área da administração, saúde, educação públicas e seguridade social, que se enquadram no setor de serviços, são destacadas separadamente, devido à relevância deste segmento na economia municipal, segundo o IBGE. O estudo também traz os impostos que incidem sobre os bens e serviços entre o fim da produção e a venda, os chamados impostos sobre o consumo.

Considerando a evolução individual de cada setor, justamente os impostos apresentaram o maior aumento no período, mais de 565%. Enquanto em 1999, foram contabilizados R$ 23,2 milhões, em 2014 as cifras subiram para R$ 154,7 milhões.

O segmento agropecuário cresceu 430%, pulando de R$ 81,9 milhões para R$ 434,8 milhões. Já o setor de serviços, incluindo administração, saúde e educação públicas, contabilizou quase R$ 1,1 bilhão no último ano, evolução de 396%. Por sua vez, a produção industrial, que no final dos anos 1990 gerou R$ 296,9 milhões, chegou em 2014 com R$ 781,4 milhões, mais de 163%.