A corrupção e as notícias sobre o mau uso de dinheiro público são as principais causas da avaliação negativa da economia por 48% dos consumidores brasileiros. O Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) foi apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Os que disseram que a economia não está em boas condições alcançou 82% e apenas 2% dizem o contrário. Além dos desvios de dinheiro público, desemprego (27%), aumento dos preços (13%) e juros elevados (5%) são responsáveis por afetar o grau de confiabilidade do brasileiro.

Atualmente, apenas 12% avaliam a própria vida financeira de forma positiva. A maioria (44%) acredita que se encontra em uma situação ruim, e  42% a consideram regular. Os principais motivos da percepção negativa estão o orçamento apertado e a dificuldades para pagar as contas (39%), desemprego (36%), redução da renda (13%) e a perda do controle financeiro (4%).Para metade dos entrevistados o elevado custo de vida é o fator que mais tem pesado na vida financeira familiar, sendo que 78% notaram aumento de preços nos supermercados.

O medo de ser demitido é um receio que assusta 33% dos trabalhadores, sendo que para 8% deles o risco de serem dispensados por seus empregadores é alto. Para 25%, o risco é médio e, para outros 25%, a probabilidade é baixa.
Os consumidores que se dizem otimistas, em sua maioria,  não souberam apontar as razões para tal sentimento. Os pessimistas indicaram para  o quadro a corrupção, a impunidade e a incompetência dos governantes para lidar com a crise e o aumento do desemprego.