O setor comercial no Sudoeste do Paraná fechou em queda de 1,55% as vendas, no primeiro mês deste ano. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR), com base em levantamento realizado nas praças comerciais de Pato Branco e Francisco Beltrão. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o nível de emprego e as compras continuam registrando índices negativos, de 3,08% e 5.65%, respectivamente. Por outro lado, a folha de pagamento cresceu 1.65%.

Comparado a dezembro, mês das festas e de dinheiro extra o décimo terceiro, a queda nas vendas foi de 20,6%. Passada a movimentação característica, os empregos caíram 2.64% e houve redução de folha de pagamento de 13.4%.

Os setores que tiveram índice positivo de vendas neste ano foram  foram os calçados,  roupas, supermercados, farmácia e autopeças.  Outro dado relevante apontado pela pesquisa mostra que de dezembro para janeiro, as vendas nos supermercados caíram 25,81%; calçados, 65,17%; vestuário e tecidos, 57,86%. O único setor que apresentou crescimento em relação ao último mês do ano foi o de autopeças, com 18,28%.

A queda média nas vendas no Estado em janeiro foi 1,21%.Entre as sete regiões pesquisadas, apenas Curitiba e Região Metropolitana e Londrina tiveram acréscimo, com alta de 1,33% e 0,47%, respectivamente. O comércio da região Oeste teve baixa mais expressiva em janeiro ante o mesmo mês de 2016, com redução de 7,99% nas vendas, seguida pelo Litoral (-7,61%), Ponta Grossa (-6,81%), Maringá (-4,84%) e Sudoeste (-1,55%).

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac, Darci Piana, a pesquisa mostra que 2017 começou tímido.  Isso evidencia que este ano também não será fácil. Ainda que o pior da crise já tenha passado, com a interrupção da queda livre dos indicadores econômicos, o movimento da economia continua decrescente. E o setor produtivo vai demorar a sair do abismo para onde foi empurrado.

Segundo o dirigente, observa-se um crescimento do otimismo dos empresários, que indica uma possibilidade consistente de início de um processo de recuperação para o comércio, mas que deverá também se adequar ao contexto de contenções ainda prevalecentes na economia. Projetou para 2018 os sinais de melhora  mais evidentes. Já se projeta um crescimento de 2,5% para o próximo ano.