No acumulado de janeiro a agosto de 2019, o setor comercial no Sudoeste  foi o que mais vendeu entre todas as regiões pesquisadas pela Fecomércio/Paraná, com crescimento de 9,89%.  O aumento estadual médio foi de 1,6%. Em relação a agosto do ano passado, o movimento foi 25,69% maior.

A movimentação do setor de materiais de construção (24,51%); veículos(21,21%) e lojas de Departamentos(11,69%) foram os responsáveis pelo resultado positivo. A venda de medicamentos e vestuários registraram quedas de 9,44 e 2,62%, respectivamente. Os supermercados tiveram avanço de apenas 1,8%.

Outra pesquisa apontou que, de forma geral, a confiança do empresário do comércio paranaense apresentou nova alta neste mês, melhor resultado registrado no mês de outubro desde 2011. A variação teve alta de 0,8%, mas o grande destaque ocorre em relação a outubro do ano passado, com elevação de 17,5%.

Conforme a análise da equipe econômica da Fecomercio, em condições normais, o desempenho do comércio varejista no 2.º semestre do comercio varejista tem sido, tradicionalmente, melhor que o 1.º semestre. Para o período até dezembro, um fator a ser considerado são as datas conhecidas como “concentradoras de vendas”.

As encomendas de novos produtos ocorrem de forma concentrada até este mês visando a comercialização centralizada entre novembro e dezembro. Após o Dia dos Pais e das Crianças, a expectativa direcionam-se agora para Black-Friday, final de novembro; Natal e vendas pós-natalinas: liquidações, descontos, queimas de estoques e outras promoções. A entrada do 13ª salário e o saques do FGTS podem reforçar a expectativa.

Conforme a equipe, fatores internos e externos ainda estão travando maior movimentação comercial, tais como, crise econômica da Argentina, tradicional e importante parceiro comercial do Brasil, possíveis efeitos do conflito entre EUA e China e também, riscos com características políticas e que pode gerar uma multiplicidade de impactos, tanto no âmbito interno quanto no âmbito externo.

Internamente, a indústria brasileira ainda não apresenta indicativos consistentes de recuperação, com a continuidade do chamado “processo de desindustrialização”, somada a ociosidade de 25% na utilização da capacidade produtiva na indústria de transformação, ramo que possui maior participação neste setor no país.