Alencar Pereira / Ivan Cezar Fochzato
A escassez de matéria prima, o elevado preço do suíno influenciado pelos custos de produção, principalmente do valor do milho, e a situação econômica do pais, ocasionaram a demissão de 220 funcionários do Frigorífico Palmali em Palmas, sul do Paraná, na última semana. Para não parar totalmente unidade está adotando abate controlado.

Conforme a Diretora da Indústria, Ana Dalla Costa Mozzer, medidas fiscais adotadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina influenciaram diretamente no preço do suíno nos dois estados que são responsáveis pela matéria prima para ser processada na unidade palmense, uma vez que nível regional no Paraná a produção não é suficiente. Além disso a crise que enfrentam os produtores que pelo elevado custo de produção deixaram de produzir ou reduziram seus planteis.Informou que atualmente são abatidos dois mil suínos por dia, mas a escassez na oferta de matéria prima tem interferido no ritmo da produção, obrigando aos desligamentos emergências.

Contou que para garantir a continuidade das atividades, deverá interromper a produção durante a terça e quarta-feira para acumular uma quantidade suficiente de animais e com isso diminuir o custo de produção. Analisou que mesmo com o desligamento de mais de 200 funcionários, outros 470 continuam na linha produção. Revelou que caso o setor se normalize, no segundo semestre pretende fazer a recontratação dos trabalhadores. Para as rescisões dos contratos de trabalho foram gastos R$ 1,6 milhões, que se viu obrigada a adotar medida sob pena de comprometer todo o complexo industrial.

Além das demissões, outra medida foi a paralisação das obras de ampliação da planta de produção da unidade, que estava em pleno andamento.