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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
17 de janeiro de 2021
Rádios

Dom Edgar Ertl aborda nascimento do Salvador em seu artigo semanal

Religião

por Luiz Carlos

D. EDGAR ERTL
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[Grupo RBJ de Comunicação] Dom Edgar Ertl aborda nascimento do Salvador em seu artigo semanal — Dom Edgar Ertl, Bispo da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.
Dom Edgar Ertl, Bispo da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.

Em seu artigo semanal à imprensa, Dom Edgar Xavier Ertl, Bispo da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, faz uma abordagem sobre o Natal. Diz que: “No mistério da encarnação do vosso Filho, nova luz da vossa glória brilhou para nós. E, reconhecendo a Jesus como Deus visível a nossos olhos, aprendemos a amar nele a divindade que não vemos”.

Leia abaixo, o artigo

Ele será chamado pelo nome de Emanuel”!

                                                                                   Alegremo-nos! É o Natal de Jesus. Nasceu-nos o Salvador! Um nascimento original, marcado pela ação de Deus. Vale a pena recordar com a ação teológica agiu na vida da jovem Maria, prometida em matrimônio a José. Não viviam juntos ainda. Apenas prometidos um ao outro conforme a tradição judaica. Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José impacientou-se! Ele era justo e pensou em abandonar em segredo sua futura esposa. Entretanto fora surpreendido pelo enviado do Senhor, o anjo com veemência e segurança, dizendo-lhe: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus” (Mt 1,20-21).

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O relato mostra com toda a clareza que a maternidade de Maria não é obra de José, mas do Espírito Santo, fato afirmado duas vezes no breve relato. As profecias antigas já afirmavam: “Eis que uma virgem conceberás e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: ‘Deus está conosco’ (cf. Mt 1,22-23). Após o nascimento, Natal, José deu ao menino o nome de Jesus (cf. Mt 1,25). Ao dar o nome do menino, a missão de José, ele age como pai legal. O nome do menino significa a missão: “Salvar seu povo” cumprindo-se as profecias – Jesus é filho da história humana, “nascido de mulher” e da promessa divina. Salvação teológica, não política.

Prefácios natalinos

Esta palavra quer dizer “o que é falado antes”, ou seja, a oração que antecede a consagração eucarística, durante as missas litúrgicas, evoca o sentido teológico do Natal. Vamos conhecê-los para bem celebrar o Santo Natal de 2020: “No mistério da encarnação do vosso Filho, nova luz da vossa glória brilhou para nós. E, reconhecendo a Jesus como Deus visível a nossos olhos, aprendemos a amar nele a divindade que não vemos” (Prefácio do Natal 1). Ou “Ele, no mistério do Natal que celebramos, invisível em sua divindade, tornou-se visível em nossa carne. Gerado antes de todos os tempos, entrou na história da humanidade para erguer o mundo decaído. Restaurando a integridade do universo, introduziu no Reino dos Céus o homem redimido” (Prefácio do Natal 2). Ainda: “Por ele, realiza-se hoje o maravilhoso encontro que nos dá vida nova em plenitude. No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se ele um de nós, nós nos tornamos eternos” (Prefácio do Natal 3). Que experiência extraordinária lê-los e celebrá-los nestes três prefácios natalinos!

Desejos natalinos

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Nossas felicitações afetuosas quem sabe neste ano estão comprometidas em virtude da pandemia do Coronavírus que nos tem marcado profundamente desde o mês de março.  Todavia, o que celebramos é o nascimento do Salvador e já anunciado pelo profeta: “Hoje surgiu a luz para o mundo: o Senhor nasceu para nós. Ele será chamado admirável, Deus, Príncipe da paz, Pai do mundo novo e o seu reino não terá fim” (Is 9,2.6). Aqui está o fundamental desta data festiva e memorável. Então, mesmo nas contingências e fragilidades, próprias destes tempos epidêmicos, celebremos, pois, com alegria e esperança a chegada do nosso Salvador. Jesus é a luz que nos ilumina nestes tempos sombrios, impróprios, incomuns e incertezas humanas e, por vezes, céticos em perspectivas. Deixemo-nos envolver por sua bondade e amor e nos disponhamos ao encontro com ele nas liturgias nas comunidades de fé, nossas paróquias, bem como em nossas famílias, “Igrejas Domésticas”, verdadeiras manjedouras, lugares de vida nova, de ternura e esperança.

Alegremo-nos! É o Natal de Jesus. Nasceu-nos o Salvador! Feliz Natal!

Dom Edgar Ertl

 

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