O setor comercial no Sudoeste do Paraná fechou o primeiro semestre com queda de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR).  Os dados tomam como referência as cidades de Pato Branco e Francisco Beltrão.


O desempenho só foi inferior ao medido na região de Ponta Grossa onde a queda nas vendas atingiu 9,77%. Em nível regional os únicos setores que apresentaram índices positivos foram combustíveis; materiais de construção e vestuário e tecidos. As maiores quedas ocorreram no setor de Livraria e Papelaria; Farmácias; Lojas de Departamentos; Ótica/Cine/Foto/Som.  Apesar da retração os salários do comércio regional teve crescimento de 4,45% e o nível de emprego no setor cresceu 0,8%.

Na comparação com as vendas em junho em relação em maio deste ano, houve crescimento de 2,3%. Entretanto o mês de junho de 2015 foi pior que o do ano passado, com índice de 0,8%.

A pesquisa semestral apurou que na região de Londrina, por exemplo, houve queda de -4,08%%; região Oeste 3,39%; Curitiba e Região Metropolitana, 3,37% e Maringá -1,81%. No total varejo do Paraná fechou o primeiro semestre com queda de -3,56%.

Conforme analisa o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, a repercussão sobre as vendas relativas ao Dia dos Namorados é menor do que em outras datas comemorativas e se mostrou ainda mais fraca este ano. “A conjuntura econômica atual do país tem trazido restrições nas vendas do comércio nessas datas. Verifica-se até o momento no corrente ano, a ausência de fatores de aquecimento, o que impede uma melhora na economia”, avalia. Segundo o dirigente, instaurou-se no país uma combinação de variáveis macroeconômicas que repercutem, direta ou indiretamente, de forma a restringir o varejo, tais como: inflação maior que a do mesmo período de 2014, juros crescentes do Banco Central e do sistema financeiro, queda no desempenho da indústria, balança comercial do país negativa, desemprego crescente, redução na criação de novas oportunidades de trabalho, queda da massa de salários na economia e as restrições do poder de compra do consumidor.