A psicóloga Dilma Schir, apresenta todas as quintas o quadro de orientação “Conhece-te a Ti Mesmo”. Sucesso na programação da Rádio Onda Sul FM, os temas abordados, são indicados pelos ouvintes.

Meu filho tem oito anos e sofre de ansiedade, inclusive não quer nem sair de casa. O que devo fazer?

A psicóloga inicia explicando que essa criança se encontra no estado crônico, está paralisado. “A ansiedade é o estado de humor que caracteriza-se justamente com isso, a criança tem uma tensão, uma angústia, uma ansiedade e ela não quer mais fazer atividades de vida diária que ela fazia, como sair de casa, ir para escola, andar de bicicleta com as crianças, com os amigos. Ele deve estar sofrendo com algum tipo de ansiedade.”

(Imagem Ilustrativa)
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Dilma ressalta que existem vários tipos de ansiedade e se manifestam na infância, adolescência, fase adulta e também na velhice. “É importante destacar que, a ansiedade é uma base, uma plataforma para doenças psiquiátricas futuras. Um certo nível de ansiedade todos temos, mas uma ansiedade maior já caminha para alguma doença.”

“Quando a ansiedade fica exacerbada ela leva um sentimento de desamparo, de que o mundo é hostil, como está acontecendo com essa criança, que fica com medo de sair de casa. Esse desamparo, abandono, acontece muitas vezes com crianças que foram deixadas muito tempo na UTI por problemas graves, crianças que tiveram que deixar o seio materno porque a mãe ficou hospitalizada, ou a mãe teve que voltar muito cedo ao trabalho. Então existem situações ambientais e familiares que contribuem para esse quadro de ansiedade básica.” Dilma, comentou outros tipos de ansiedade:

 

Ansiedade generalizada: a qual toma conta do indivíduo, onde os seus pensamentos, sentimentos e as ações se paralisam totalmente.

Ansiedade de desempenho: quando por exemplo o indivíduo vai fazer uma prova e simplesmente paralisa, dá um branco, não faz aquela atividade, precisa sair dali. Essa pessoa saí e tira zero ou nem entra na sala de aula pelo medo do desempenho, ocorre uma inundação emocional no cérebro.

Ansiedade antecipatória: tem pessoas que têm uma viagem por exemplo para ir em 2020, mas já estão sofrendo. O filho irá se formar em 2022 e ela já quer saber que vestido irá usar, ou quem irá convidar, acarretando em um sofrimento antecipatório.

 

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A psicóloga comenta que a ansiedade se desenvolve na infância, na base familiar e vai percorrendo a história do indivíduo de acordo com as experiências dele. “Se a criança é ansiosa, mas encontra uma avó calma, tranquila, uma professora bondosa, amorosa, que cuida que pega no colo, que ajuda, que percebe essa dificuldade, que não crônifica mais, que ensina, que chama os pais e coloca essa situação, tem grande chance da criança melhorar.”

Segundo Dilma Schirr, se a mãe Cuidar dessa criança agora, ela vai ter mais chance de ser um adolescente e adulto mais tranquilo. “É necessário prevenir, temos que cuidar das crianças. Essa mãe deve contar com a ajuda psicológica para desparalizar essa criança, para ela continuar enfrentando as atividades de vida diária, caso contrário essa criança não conseguirá dar continuidade a sua vida fora de casa.”

A ansiedade se manifesta de diversas formas nas crianças, como a profissional explica: “A criança comilona é uma criança ansiosa, uma criança irritada é uma criança ansiosa, mas criança é que corre para todo lado, não para, ela é uma criança ansiosa, muitas professoras sente dificuldade de lidar com essas crianças, justamente pela ansiedade, as crianças não sentam muitas vezes para fazer uma atividade, ficam ali cutucando o colega, assobiando, muitas vezes têm dificuldade de ficar sentado.”

“Dentro da Psicologia temos uma linha muito interessante, onde fala que o olhar do pai, antes do pai, o olhar da mãe, o olhar da família para aquela criança é fundamental. Você sentar com a criança, jogar, brincar de massinha, de argila, realizar pinturas junto, criança quer a presença, quer o olhar da mãe. A criança não quer o olhar da babá ou da pessoa que tá cuidando, ela quer olhar da mãe.”, finalizou.