Pacientes de Palmas, sul do Paraná, que necessitam ficar na Casa de Apoio Paraná, para seus tratamentos médicos em Curitiba, estão reclamando da falta de estrutura, das péssimas condições de atendimento, falta de higiene do local do reduzido número de servidores para atendê-los. Os vasos sanitários ficam num mesmo espaço, sem qualquer divisória para garantir a privacidade dos usuários. Para piorar a situação, para dormir os pacientes compartilham 18 camas, algumas beliches, em um local que há apenas uma janela.

Todas essas queixas foram apresentadas aos vereadores de forma oficial durante a sessão da última segunda-feira (10) quando apresentaram, inclusive, registros fotográficos da péssima estrutura que foi contratada pelo município através de processo licitatório. Uma das pacientes relatou ao RBJ que além de todos os problemas mencionados, a alimentação servida é de péssima qualidade e racionada, a ponto de ser retirado o prato dos que estão se alimentando. Indignada queixou-se que o pior de tudo é ser maltratada pelos poucos funcionários da Casa. Outra disse que muitos pacientes em tratamento por sérios problemas de mobilidade física, são obrigados a subir em beliches, se quiserem dormir. Relatou ainda que as cobertas ficam no chão do grande quarto existente.

Além das denúncias, toda situação foi confirmada pelo vereador Acioli Ribas que foi até o local. Durante a sessão, cobrou providências e avaliou a estrutura como sem qualquer condição de atender, principalmente, pessoas doentes muitos dos quais em tratamento por doenças crônicas. Disse que é o local é uma “porquice” e que será necessária uma intervenção do executivo.

 

Diante das evidências de irregularidades, foram designados os vereadores, Cidnei Cristian Alembrandt e Marcos Gomes para uma visita oficial e partir das constatações deverá elaborar um relatório a ser encaminhado à administração com pedido de providências. Conforme Gomes, além disso, a Câmara de Palmas estará também enviando um documento ao Legislativo de Curitiba, solicitando o apoio dos vereadores para que a Vigilância Sanitária da capital seja acionada e proceda a fiscalização necessária para o local. Salientou que a prefeitura não está omissa diante das denúncias e que se for necessário deve suspender os efeitos da licitação.

LICITAÇÃO

Conforme órgão da prefeitura de Palmas, o edital de licitação foi lançado em 27 de abril e aberto no mês seguinte. Conforme, Angela Lisoski, participou também da concorrência a Casa de Apoio Ideal e como houve contestação desta pelo resultado, o contrato de prestação do serviço com a Casa de Apoio Paraná só foi assinado no dia 14 de julho deste ano. A vencedora da licitação apresentou proposta de diárias no valor de R$ 46,90, sendo que o município licitou um total de 7.200 diárias e ao final do contrato terá desembolsado um total de R$ 337.680,00.