A Justiça do Trabalho condenou uma indústria de alumínio de Pato Branco ao pagamento de uma multa de R$ 250 mil por danos morais coletivos pela exposição dos trabalhadores a risco de acidente. A sentença ocorreu após uma série de casos de amputações de membros e afastamentos por doença. A explicação de um dos sócios foi que o maquinário era alvo de disputa judicial, não valendo a pena fazer o investimento solicitado pelo Ministério Público do Trabalho.

Conforme o Tribunal Regional do Trabalho, na Ação Civil Pública ficou comprovado que a empresa retirava dispositivos de segurança para aumentar a produtividade. Com isso, em 16 anos de atividades, 33 trabalhadores sofreram danos à saúde.

O inquérito civil contra a Plasal foi instaurado em abril de 2013. Ao investigar a empresa, após um acidente com uma trabalhadora, o Ministério Público constatou uma série de fatos semelhantes com amputações de dedos das mãos nas máquinas de alumínio. Conforme consta da sentença, a empresa além de não substituir os equipamentos de proteção individual danificados, tentava se eximir de responsabilidades e débitos trabalhistas, simulando a extinção do estabelecimento.

Durante as investigações constatou-se que os réus constituíram sucessivas empresas que, apesar de terem nomes diferentes, mantinham a exploração da mesma atividade econômica, sempre usando o mesmo maquinário e os mesmos trabalhadores.

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