A saúde de Francisco Beltrão, no sudoeste, mais uma vez foi tema e gerou ampla discussão entre prefeitos, secretários municipais de saúde e a direção do Hospital Regional e 8ª Regional de Saúde. Na sexta-feira (28), durante assembleia geral da Associação Regional de Saúde do Sudoeste (ARSS), o prefeito de Francisco Beltrão, Antonio Cantelmo Neto, que responde pela gestão plena, repassou aos demais prefeitos que através de uma nota havia sido notificado sobre a paralisação de alguns serviços no hospital.

A decisão foi tomada pelos sócios do hospital São Francisco, que decidiu por redefinir a forma de atendimento prestado aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) de Francisco Beltrão e região. Segundo a direção, o hospital não tem mais condições de ser porta aberta da rede de urgência e emergência, isso por conta das dificuldades técnicas, de material humano e de recursos financeiros. Repassada a informação, deu -se início a uma ampla discussão sobre o fato.

O prefeito de Salgado Filho, Beto Arisi, que preside a ARSS declarou que o hospital não está cumprindo com o que foi acordado com os prefeitos ano passado, quando se firmou um contrato com as prefeituras, inclusive com elevação dos valores cobrados de cada município.

A Chefe da 8ª Regional de saúde, Cyntia Ramos ficou surpresa e se mostrou extremamente preocupada com essa questão.  Entretanto, garantiu buscar apoio junto ao governo estadual para amenizar o problema. Com essa paralisação de alguns atendimentos, o único recurso será encaminhar os pacientes ao Hospital Regional do Sudoeste que, segundo o diretor Eduardo Cioatto, está preparado, embora devam ser canceladas as cirurgias eletivas no local.

Apesar disso, nenhum paciente terá prejuízo. Todos serão encaminhados pela ARSS para fazer as cirurgias em hospitais da região. A discussão tomou força quando a sócia e ex-diretora do hospital São Francisco, Roseli Newton, fez um desabafo aos presentes na reunião. Segundo ela, esses problemas todos não são pela falta de recursos, mas pela falta de administração do hospital.

E disse mais, que a própria direção atual reconhece que o nome do hospital não tem mais nenhum valor, motivo pelo qual ela e outros sócios estão se afastando. Roseli concluiu dizendo que deve ser feita uma perícia, um balanço pericial, para ver a situação dos sócios que passam á condição apenas de credores da entidade.  procurada para comentar os fatos, a direção do hospital preferiu aguardar novas decisões que serão tomadas durante essa semana.

Ouça reportagem Onda Sul FM