Usar a Rodoviária Municipal de Francisco Beltrão em dias chuvosos, só de guarda chuva. O prédio está com sérios problemas na estrutura, principalmente na cobertura e quem trabalha ou se utiliza do local sofre com as goteiras. É o caso dos agentes de emissão de passagens que precisam fazer verdadeiros malabarismos para atender o público quando está chovendo. Na última sexta-feira (07), inclusive, os espaços ocupados pelas empresas de transporte tiveram pequenos alagamentos por conta das goteiras. Além disso, a água também causa prejuízos.

De acordo com Ernesto Noronha, na empresa que ele trabalha o cartão ponto e outros equipamentos foram danificados pela água que escorreu do teto e paredes. O funcionário também reclama do mau cheiro, isso por que a água se mistura com urina de ratos, o que também pode causar doenças. O mesmo acontece nas lanchonetes instaladas no interior do prédio. O atendente  Valmir Bullegon contou que trabalha no local há 10 anos e sempre foi assim, ninguém resolve o problema.

A reportagem do Portal RBJ/Rádio Onda Sul FM se deparou com o piso ainda molhado e também as goteiras, mesmo depois da chuva ter cessado.  Valmir afirma que a água que escorreu pelas paredes atingiu e danificou duas máquinas usadas para recarregar os créditos de aparelhos celulares, além dos outros transtornos para atender os clientes. “Pra ficar aqui em dia de chuva, só usando o guarda chuva”, afirma ele.  Problemas também para quem está chegando ou saindo de Francisco Beltrão. Nem se quer o terminal de embarque e desembarque é seguro.

Ernesto lembra que é comum em dia de chuva as equipes se mobilizarem para evitar que os passageiros se molhem ou sofram algum incidente, afinal de contas a forração está precária e pode cair a qualquer momento em cima das pessoas. ‘É uma vergonha cobrar  aluguel das empresas e taxas de embarque e desembarque de quem utiliza o transporte numa rodoviária com estrutura desse jeito”, desabafou.

Nossa reportagem  procurou o responsável pela administração do prédio, o ex-vereador Celso Antunes em busca de informações e de uma solução. Durante a conversa ele admitiu que a situação está precária, lembrando que o problema não é atual e que já foram feitas três reformas na cobertura, mas nenhuma teve resultado.  A única solução é fazer uma revitalização geral do prédio, o que deve acontecer nos primeiros meses de 2015, de acordo com a programação da prefeitura. Antunes garante que o projeto já está pronto, só falta os últimos encaminhamentos para o ponta pé inicial nas obras. O prédio será praticamente reconstruído.

Veja o vídeo feito por usuários do prédio: