A Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão vai liberar 130 internos para passar os feriados de Natal e Ano Novo em suas casas. As liberações devem ocorrer a partir de quarta-feira (23). Em todo o Paraná, serão mais de 2,1 mil presos que cumprem pena no regime semiaberto em unidades penais do Paraná que serão liberados para passar as festividades com seus familiares.

De acordo com o diretor do presídio, Marcos Andrade, os beneficiados com a saída temporária são aqueles detentos que já se beneficiam do regime semiaberto e trabalham em empresas da cidade e região. Assim como ocorreu no início desse ano, a grande maioria dos detentos devem voltar na data programada sem causar problemas à direção da Penitenciária.

As portarias de saída temporária, publicadas anualmente, são regulamentadas pela Lei de Execução Penal e autorizadas pelos juízes das Varas de Execuções Penais de cada região. No Paraná, a liberação ocorrerá em sete unidades prisionais.

Como funciona

Nas portarias de saída temporária, os presos têm liberdade diferenciada, de acordo com a pena. O prazo de retorno às unidades vai até 5 de janeiro. Dependendo do destino, se permanecem na cidade de origem ou vão viajar para cidades do Paraná ou outros estados, os presos podem ficar fora da unidade de 6 a 12 dias. No último ano, o índice de presos que não retornaram as unidades, após as saídas temporárias foi de 5,5%.

Das sete unidades que mantêm presos no regime semiaberto no Paraná, a Colônia Penal Agroindustrial do Paraná (Cpai), em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), terá o maior número de beneficiados, com 1.227 liberações. Os demais serão: 119 do Centro de Regime Semiaberto Feminino (Craf), em Curitiba; 155 do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon); 225 da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM); 137 do Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (Crag); 128 do Centro de Regime Semiaberto de Ponta Grossa (CRAPG); 130 da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PFB).

Portaria

As portarias de saída temporária estão fundamentadas na Lei de Execução Penal (n° 7.210/84). Nas devidas épocas, os juízes das Varas de Execuções Penais editam uma portaria que disciplina os critérios para concessão do benefício da saída temporária e as condições impostas aos apenados, como o retorno ao estabelecimento prisional no dia e hora determinados. O benefício visa a ressocialização de presos, através do convívio familiar e da atribuição de mecanismos de recompensas e de aferição do senso de responsabilidade e disciplina do reeducando.

É concedido apenas aos que, entre outros requisitos, cumprem pena em regime semiaberto (penúltimo estágio de cumprimento da pena) com autorização para saídas temporárias e aos que têm trabalho externo implementado ou deferido. Neste caso, é preciso que já tenham usufruído pelo menos uma saída especial nos últimos 12 meses.