Mais de 500 famílias continuam acampadas na Fazenda Papuã entre os municípios de Abelardo Luz e Ipuaçu, no Oeste e Santa Catarina. No local, desde a ocupação em 13 de julho, formaram o Acampamento Euclides e aguardam uma definição das autoridades quanto a posse definitiva da terra.

O Coordenador Regional do Movimento Sem Terra, Altair Lavratti, destacou ao jornal local, O Falcão, que há várias questões que justificam a reivindicação pela reforma agrária, como improdutividade na área, notificações por crimes ambientais e falta de comprovação de propriedade. Explicou que sobre os 418 hectares será possível o assentamento de 60 a 70 famílias e as demais deverão ser instaladas em outras áreas da região que poderão ser definidas pelo INCRA.
Conforme o Movimento, das 530 famílias 80% são do próprio município de Abelardo Luz. As demais são oriundas de municípios próximos como Palmas e Clevelândia, no Paraná e, Xanxerê, Entre Rios, São Domingos, Bom Jesus, Ouro Verde, entre outros, em Santa Catarina.

DEFINIÇÕES NA JUSTIÇA


Recentemente em Audiência envolvendo MST, INCRA, proprietários e Juiz Agrário do Tribunal de Justiça de Santa Catarina ficou estabelecido que as famílias ficariam no local até 15 de janeiro aguardado uma decisão. Conforme o MST já iniciaram a produção de hortaliças e a criação de animais. Uma Unidade de Saúde e uma escola para as crianças das séries iniciais, de 1º ao 5º ano já estão em funcionamento. Crianças do 6º ao 9º ano estudam na Escola da comunidade do Alegre do Marco, próximo do local. Explicou Lavratti que diariamente o Movimento tem estabelecido contato com o INCRA para que sejam procedidas as averiguações e encaminhamento do processo de desapropriação da área.