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16 de julho de 2026
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Dia Nacional de Combate ao Fumo: Paraná registra 12 mortes relacionadas ao tabagismo por dia

GeralSaúde

por Guilherme Zimermann

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Nesta terça-feira, 29 de agosto, é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data instituída por lei em 1986, criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. No Paraná, segundo dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são registrados, pelo menos, 12 óbitos por dia relacionados ao fumo.

A doença relacionada ao tabagismo que mais mata é o câncer de pulmão. Entre 2011 e 2015, 8.143 paranaenses perderam a vida vítimas da neoplasia, que é o tipo de câncer que mais mata no país. De acordo com o Inca, 90% dos óbitos envolvem fumantes, enquanto os 10% restantes são fumantes passivos, aqueles que convivem com pessoas que fumam e inalam a fumaça produzida pela cigarro.

A segunda posição fica com a doença arterial coronariana, que é na verdade um grupo de doenças que inclui problemas como infarto do miocárdio e parada cardiorrespiratória. No período de cinco anos essas doenças causaram um total de 30.329 mortes, das quais entre 25 e 45% estariam relacionadas com o tabagismo — ou seja, entre 7.582 e 13.648 mortes.

Outros tipos de câncer tabaco-relacionados – boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero – com 3.758 mortes, e problemas como bronquite e efisema, que provocaram 2.043 óbitos, completam a lista das doenças e mortes relacionadas ao fumo.

Segundo estudo apresentado no mês de maio, o Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões com o tabagismo. Desse total, R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura. A arrecadação de impostos com a venda de cigarros no país  é de R$ 12,9 bilhões, o que gera saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano.

Nesses valores não estão inclusos os gastos dos fumantes para sustentar o vício. Somente na região Sudoeste do Paraná, estima-se que os gastos com cigarros, charutos, isqueiros e outros produtos ligados ao fumo ultrapassem os R$ 49,2 milhões.

Pato Branco é o que deverá registrar o maior gasto com fumo – pouco mais de R$ 9 milhões. Em seguida está Francisco Beltrão, com R$ 8,1 milhões. Ambos, estão também nas primeiras posições no ranking de consumo geral.

Na microrregião de Palmas, cerca de R$ 6,6 milhões deverão ser destinados à esse tipo de despesa. Em Clevelândia, os gastos com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, fumo para cigarros e outros artigos para fumantes, como fósforos e isqueiros, chegarão à quase R$ 1,4 milhão. Em Coronel Domingos Soares, o levantamento aponta cerca de R$ 193,9 mil para essa finalidade. Já os fumantes de Honório Serpa gastarão R$ 197,4 mil e os de Mangueirinha R$ 948,4 mil. Por sua vez, o município sede região – Palmas – totalizará R$ 3,9 milhões.

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