Integrantes do conselho de gestão da Rede Láctea Territorial do Sudoeste do Paraná das Unidades Associativas da Agricultura Familiar estiveram reunidos nesta sexta-feira (8) na Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) para deliberar andamento dos projetos. Em discussão temas como a contratação de técnicos para ingressar no apoio de campo ao projeto Leite Sudoeste, orçamento estimado das unidades da Rede, compra dos veículos e posicionamentos sobre a proposta de mapeamento genético. O conselho se reúne pelo menos uma vez por mês para atualizar informações de forma democrática.

A coordenadora do projeto de convênio entre Arfacar-Sul (Associação das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Leite Sudoeste, Dirce Maria Slongo relatou a dificuldade em atender as exigências da chamada pública do MDA para contratação dos técnicos.

Segundo ela, a chamada pública (espécie de licitação para contratar) determina que 100% dos contratados para as 19 vagas ofertadas precisam necessariamente ter se formado, feito cursos, e atuado nas Casas Familiares Rurais. “Enviamos 32 ótimos currículos, pessoas até com mestrado, mas nem todos tiveram essa formação exigida. É praticamente impossível atender todos os itens”, explicou Dirce. Na mesma tarde, com aval do conselho, definiu com superintendência do MDA o envio da sugestão para reduzir para pelo menos 60 % ou 50% a obrigatoriedade, e não os 100% como pede o chamamento hoje.

Atuação

O convênio da Arcafar, denominado de chamada pública ATER – Sustentabilidade Leite, vai contratar zootecnistas, médicos-veterinários e técnicos em agropecuária para atuar em 1.000 propriedades do Sudoeste, com prioridade aos 15 municípios que ainda não foram atendidos em outros convênios do gênero. A chamada pública foi firmada no valor de R$ 3.166.460,91 para cobrir o projeto pelo período de 40 meses.

Orçamento Rede

Na ocasião o consultor do projeto Kazushige Asanome (Kazu) relatou sobre o estágio da chama pública para os investimentos nas unidades de recebimento e processamento do leite. Comentou sobre o orçamento preliminar para as três unidades da Rede, e a contrapartida necessária ao projeto. A chamada pública junto ao BNDES é de R$ 20 milhões, que exige outro tanto de participação dos parceiros e municípios beneficiados com as unidades.

Sobre a questão dos 42 veículos que serão adquiridos para o projeto Leite Sudoeste, José Kresteniuk, em nome da Amsop salientou que foi aberta uma nova licitação com os valores ajustados a nova realidade do mercado e tramita na Secretaria de Administração e Previdência (SEAP) desde o início de março. Ainda relataram sobre as discussões da proposta de mapeamento genético no rebanho leiteiro, além de parcerias e ações.