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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
26 de setembro de 2021
Rádios

Denúncia contra o Poder Executivo será lida em sessão da Câmara de Palmas

Denúncia foi protocolada na Câmara em 2019. Leitura ocorrerá após recomendação do Ministério Público.

Política

por Guilherme Zimermann

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Denúncia contra o prefeito municipal, apresentada à Câmara de Palmas em 2019, será lida em plenário e analisada pelos vereadores, durante a sessão ordinária do próximo dia 13.

Ofício assinado pelo presidente do Legislativo, José Maria Filho, e encaminhado à 2ª Promotoria de Justiça nesta quarta-feira (1º), informa o cumprimento de recomendação administrativa expedida pelo Ministério Público à Casa de Leis.

Promotoria recomenda que denúncia de improbidade administrativa seja apresentada na Câmara de Palmas

De acordo com a recomendação, em fevereiro de 2019, foi apresentada à Câmara de Vereadores, uma denúncia de supostas irregularidades cometidas pelo prefeito Kosmos Nicolaou e seu vice, na época, Cesar Pacheco Baptista, na contratação de médicos.

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No mesmo período, o prefeito apresentou mandado de segurança contra o presidente da Câmara, Luiz Guesser, vice-presidente, Marcos Gomes, e o vereador Ademar Santos Nunes, alegando ilegalidades no processo de eleição da mesa diretora da Câmara no ano de 2019, impedindo que os três vereadores votassem matérias relacionadas ao prefeito, suspendendo o recebimento e processamento da denúncia apresentada à Câmara.

Em março de 2020, o denunciante apresentou um ofício com pedido de correção de pontos da denúncia e em junho do mesmo ano, protocolou outro documento na Câmara, informando que o mandado de segurança impetrado pelo prefeito havia sido julgado, já não havendo impedimentos para a análise da denúncia.

Pontua o Ministério Público, que o presidente da Câmara no ano de 2020, Marcos Gomes, em “descumprimento ao estabelecido no artigo 228 do Regimento Interno da Câmara” não apresentou a denúncia ao plenário, “deixando encerrar a legislatura sem que o pedido fosse analisado”, conduta que pode configurar ato de improbidade administrativa.

Ao Ministério Público, o vereador Marcos Gomes informou que a denúncia não foi apresentada em plenário porque o julgamento do mandado de segurança ocorreu nas proximidades do período eleitoral, justificando “que vários vereadores concorreriam ao pleito municipal, inclusive à chapa majoritária, como os ex-vereadores Izaias Mikilita e Rafael Bosco, que ficariam automaticamente impedidos de votar”.

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Diante do exposto, o promotor José de Oliveira Junior, recomendou que o presidente da Câmara, José Maria Filho, apresente a denúncia de 2019 para leitura e consulta do plenário, recomendação que será acatada, com a leitura da denúncia na sessão ordinária do próximo dia 13.

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