Demandas da comunidade indígena de Mangueirinha são tema de reunião em Curitiba
Encontro ocorreu na Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, com lideranças indígenas e autoridades locais.
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Demandas da comunidade indígena de Mangueirinha foram tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira (13), pela Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social (Sudis) do Governo do Paraná. O encontro ocorreu no auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, em Curitiba, e contou com a presença de lideranças indígenas, autoridades estaduais e federais.
Em entrevista à Rádio Club de Palmas, o diretor de Conflitos da Superintendência, Roland Rutyna, destacou que o trabalho de mediação já dura mais de 90 dias, envolvendo conversas com lideranças locais, assessoria jurídica da comunidade e órgãos como DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), Defensoria Pública Estadual e Federal, além de entidades como FUNAI e IBAMA. Ouça no player abaixo:
O foco da reunião desta quarta foi o debate sobre as rodovias PR-281 e BR-373, que cortam o território indígena, além de outras questões estruturais que afetam diretamente a comunidade, como áreas alagadas por usinas hidrelétricas e a presença de duas linhas de alta tensão.
Segundo Rutyna, no passado, a comunidade recebeu compensações, mas decisões judiciais recentes indicam que ainda existem outros direitos a serem reconhecidos, especialmente após mudanças na legislação ambiental que reforçam a necessidade de ouvir e respeitar comunidades tradicionais.
Entre os pleitos apresentados pelas lideranças estão novas indenizações do DER e do DNIT pelas rodovias, compensações da empresa responsável pela usina hidrelétrica que impacta a área, e da Eletrobras, gestora das linhas de energia. A comunidade também reivindica apoio para segurança alimentar.
Durante a reunião, foi entregue um documento assinado pela liderança da comunidade indígena, contendo um histórico das reivindicações e estabelecendo prazo até 30 de agosto para que os órgãos competentes apresentem um posicionamento oficial sobre as compensações.
Rutyna ressaltou que o objetivo da Sudis é encontrar soluções que evitem novos conflitos, como o bloqueio de rodovias registrado anteriormente. “Estamos trabalhando para contemplar os pleitos da comunidade indígena e, ao mesmo tempo, garantir que toda a população do Sudoeste do Paraná não seja prejudicada por interrupções no tráfego”, afirmou.