Debate sobre fim da obrigatoriedade de autoescolas gera dúvidas e preocupação no Sudoeste
Ciretran de Francisco Beltrão aguarda orientações oficiais do Detran-PR; profissionais demonstram receio sobre impactos
Trânsito
A aprovação da proposta que retira a obrigatoriedade das aulas em autoescolas para quem busca a primeira habilitação tem provocado discussões em todo o país. Em Francisco Beltrão, o assunto também tem gerado dúvidas e grande procura por informações na Siretran.
Em entrevista à Rádio OndaSul FM, Marilda Galvan, representante da unidade, explicou que o órgão ainda não recebeu orientações do Detran Paraná. Após a sanção de uma lei nacional, cada estado precisa regulamentar como a mudança será aplicada.
“Estamos aguardando instruções de Curitiba. Ainda não há definição sobre o que podemos divulgar, porque cada estado terá que se adequar à nova norma”, afirmou.
Marilda destacou que a possível alteração causa preocupação entre profissionais do trânsito. Segundo ela, o Brasil já registra índices elevados de acidentes e mortes, e uma formação insuficiente de novos condutores pode agravar ainda mais o cenário.
Atualmente, o custo para tirar a primeira habilitação em Francisco Beltrão fica entre R$ 2.800 e R$ 3 mil, enquanto em outros estados o processo pode chegar a R$ 5 mil. A mudança afetaria apenas as categorias A e B; as categorias C, D e E permaneceriam com as regras atuais.
Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, os candidatos continuariam submetidos aos mesmos testes teóricos e práticos, além das duas horas mínimas de prática exigidas. Para Marilda, isso levanta questionamentos sobre a qualidade da formação caso o candidato opte por não frequentar uma autoescola ou instrutor devidamente preparado.
“Podemos ver um aumento no número de reprovações. As aulas orientam sobre regras, responsabilidade e condução segura. Sem essa preparação, os reflexos podem aparecer direto nos exames”, avaliou.
Ela acrescentou que ainda não houve reunião oficial com proprietários de autoescolas ou instrutores, e que o estado aguarda diretrizes do Contran para definir como a mudança será adotada no Paraná.