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04 de setembro de 2026
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Custo da Cesta Básica recua em Francisco Beltrão e Pato Branco, mas sobe em Dois Vizinhos

Pesquisa da Unioeste mostra queda nos preços em duas cidades e alta em Dois Vizinhos durante o mês de julho

Economia

por Deise Bach

josé maria ramos
Foto: Jack Jr
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Em julho de 2026, o custo da cesta básica apresentou comportamentos diferentes nos municípios do Sudoeste do Paraná pesquisados pelo Grupo de Pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD) da Unioeste. Francisco Beltrão e Pato Branco registraram redução nos preços, enquanto Dois Vizinhos teve alta.

Em Francisco Beltrão, a cesta básica teve queda de 7,94% e passou a custar, em média, R$ 694,08. Em Pato Branco, a redução foi de 6,11%, com valor médio de R$ 636,85, o menor entre os municípios pesquisados. Já em Dois Vizinhos, houve aumento de 4,42%, elevando o custo médio para R$ 705,68.

A redução registrada em Francisco Beltrão e Pato Branco foi influenciada principalmente pelos preços do tomate e da batata, que tiveram quedas superiores a 30% com o avanço da safra de inverno e a melhora da produtividade. O café também apresentou redução nos três municípios.

Por outro lado, o leite UHT e o feijão ficaram mais caros nas três cidades. O leite registrou altas entre 3,25% e 7,24%, influenciado pela entressafra e pelas baixas temperaturas, enquanto o feijão teve aumento relacionado a problemas climáticos que afetaram a oferta.

A carne bovina apresentou variações entre os municípios. Em Dois Vizinhos, o preço subiu 7,75%, enquanto em Francisco Beltrão a alta foi de 1,66%. Em Pato Branco, houve redução de 4,66%.

O levantamento também evidencia o impacto dos preços dos alimentos sobre o orçamento das famílias. Para uma família de quatro pessoas, o salário-mínimo necessário seria de R$ 5.928,42 em Dois Vizinhos, R$ 5.830,97 em Francisco Beltrão e R$ 5.350,18 em Pato Branco.

O salário-mínimo nacional, atualmente em R$ 1.621,00, mostra-se insuficiente para cobrir o custo estimado de uma cesta familiar. Em Dois Vizinhos, o trabalhador precisou comprometer mais de 95 horas de trabalho no mês para adquirir os produtos básicos de alimentação.

A divulgação da pesquisa ocorre ainda em um período de destaque para a categoria profissional responsável por análises como essa. Em 13 de agosto de 2026, a profissão de economista completa 75 anos de regulamentação no Brasil, instituída pela Lei nº 1.411, de 1951.

A data também reforça a importância da economia na compreensão dos preços, da renda, do desenvolvimento regional e das desigualdades sociais. A atuação do economista vai além dos cálculos e envolve a análise de fatores históricos, sociais e culturais que influenciam a vida da população.

Confira, no vídeo abaixo, a entrevista completa sobre o levantamento da cesta básica no Sudoeste do Paraná e os 75 anos de regulamentação da profissão de economista.

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