Há 10 anos, os acordeonistas da cidade de Pato Branco, sudoeste do Paraná, resolveram se reunir para formar uma orquestra. Desde lá, a Orquestra Sanfônica vem se moldando até chegar ao formato em que se apresenta atualmente, até então fazendo releituras bastante originais dos clássicos da música brasileira. Sua sonoridade original, no entanto, chega muito mais longe a partir desta sexta-feira (10), com o lançamento de seu novo álbum.

Imagem: Divulgação
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O CD “Outro Sul” foi gravado em Pato Branco durante o primeiro semestre de 2016, e conta com 14 músicas. A novidade são os temas compostos especialmente para o grupo por Diego Guerro, regente da Orquestra, em arranjos que exploram a diversidade de linguagens do acordeon, seguindo a estética da música contemporânea do Cone Sul. “Videira”, “Onde é que já se viu?!”, “General”, “Patonero” e “Quermesse” foram músicas criadas a partir de inspirações nascidas da imersão do compositor no universo sonoro e na cultura apresentada pelo repertório não autoral. Também são nítidas as influências de compositores fundamentais para a formação de Guerro, como Dominguinhos e Hermeto Pascoal.

As outras faixas trazem canções tradicionais do folclore do cone sul, como versões de “Pajaro Chogui”, uma polca folclórica do Paraguai, e “Recuerdos de Ypacarai”, uma guarania, também paraguaia. Sem deixar de lado seu caráter experimental, a orquestra também inova como no arranjo em milonga para “Noturna”, um tradicional tango de Julian Plaza, e na roupagem jazzística, urbana e contemporânea que são característicos do trabalho do grupo.

Mesmo antes de seu lançamento, foi indicado com menção honrosa entre os 100 melhores álbuns de 2016 pelo ranking do site Embrulhador, e aparece ao lado de nomes como Céu, BaianaSystem e Mahmundi.