Três comunidades localizadas em Palmas, sul do Paraná, receberam ontem(20) Dia da Consciencia Negra as certidões oficiais de auto-reconhecimento como remanescente de quilombos. O documento é assinado pela Diretora de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro,Maria Bernadete Lopes da Silva e por Edvaldo Mendes Araújo, presidente da Fundação Palmares, organismo ligado ao Ministério da Cultura.

Os documentos foram entregues pela Coordenadora do Programa Brasil Quilombola no Paraná, Clemilda Santiago  Neto e pelo assessor da Secretaria Especial de Relações com a Comunidade do Estado do Paraná, Carlos Andrade a Alcione Ferreira, presidente da Comunidade Maria Adelaide Trindade Batista, (São Sebastião do Rocio); Cleni Araldi, presidente da comunidade Castorina Maria da Conceição(Bairro Fortunato) e para José Ataíde Ferreira da comunidade  Tobias Ferreira(Pitanga).

Os moradores das três comunidades certificadas acompanharam a solenidade que contou ainda com apresentações dos grupos de Capoeira e de dança afro da Escola Estadual Quilombola, Maria Joana Ferreira.

A  coordenadora do Programa Brasil Quilombola, Clemilda  Santiago Neto, explicou que a certificação pode ser comparada a  certidão de nascimento de uma comunidade quilombola, que passa a ser considerada como tal pelos órgãos do governo no direcionamento das  políticas públicas específicas para essas populações. “Para todas as políticas públicas o primeiro documento que se solicita é ocertificado emitido pela Fundação Cultural Palmares”, explicou.

O Assessor da secretaria estadual, Carlos Andrade, destacou que há no Paraná 90 comunidades mapeadas e que estão sendo gradualmente certificadas como sendo remanescentes de quilombos, após cumpridos todos os estudos e levantamentos necessários para o reconhecimento. “A certificação é um rconhecimento que o país deve a essas comunidades que tem aqui sua história, sua cultura, sua tradição”, disse ele.

Durante a  solenidade de entrega das certidões, foram prestadas homenagens à pessoas mais idosas das respectivas comunidades, seguindo a tradição e a cultura  de respeito aos mais velhos.