Criança que estava hospitalizada em data de perícia no INSS tem benefício cortado por não comparecer para avaliação médica
Para reaver o benefício, Maria Eduarda deverá passar pelo processo de aprovação junto ao INSS podendo levar até 90 dias.
Saúde
por Elvin Santos
A missão de quem tem em casa um familiar que necessita de cuidados especiais todos os momentos é árdua, mas o amor e o desejo que aquela pessoa tenha toda atenção sem medidas faz com que as dificuldades se tornem pequenos desafios diante de tamanha dedicação. É desta maneira que há nove anos, a mãe Isamara Antunes, 45 anos, moradora do bairro Eldorado em Palmas, Sul do Paraná, tem passado a sua vida ao lado da filha Maria Eduarda Antunes da Silva que nasceu com Epilepsia.
Com um quadro estável até os seis anos, Maria Eduarda falava, brincava, se alimentava, tinha uma vida normal dentro de suas limitações impostas pela doença. Porém, sua mobilidade psicomotora foi bruscamente afetada após contrair uma infecção, e desde então, Maria Eduarda vive acamada e recebe alimentação por sonda.
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No final do mês de março, a menina que já enfrentava diversos problemas de saúde necessitou ser submetida a uma traqueostomia, procedimento cirúrgico para auxiliar na respiração. No mesmo dia 31 daquele mês estava agendado na agência do INSS de Palmas uma avaliação médico pericial de reavaliação BPC (Benefício de Prestação Continuada). Como a família se encontrava na casa hospitalar em 31 de março e 27 de abril, segundo agendamento pericial, o benefício de Maria Eduarda foi “cortado”, ficando a criança sem o recebimento do valor de um salário-mínimo que era a única fonte de renda da mãe para sustento familiar.
Conforme dona Isamara, o Centro de Referência de Assistência Social de Palmas (CRAS) tem prestado o apoio para que o beneficio seja restituído o mais breve possível, e aguarda a realização do novo documento de identificação da criança para os encaminhamentos posteriores. Mas é necessário Maria Eduarda passar novamente por todo processo de aprovação junto ao INSS podendo levar de 60 até 90 dias.
Enquanto isso a mãe que se dedica em tempo integral para os cuidados com a filha espera por uma solução, e Maria Eduarda de 09 anos respira através de uma traqueostomia com auxílio de oxigênio, se alimentando via nasal de uma fórmula composta para manter sua luta pela vida.