Contribuições ao INSS sem planejamento podem comprometer aposentadoria, alertam especialistas
No Direito em Pauta, advogados explicam erros comuns que podem causar atrasos, indeferimentos e perdas financeiras
Justiça
por Deise Bach
Escolher a forma de contribuição ao INSS sem conhecer as regras previdenciárias pode trazer consequências no momento de solicitar a aposentadoria. O alerta foi feito pelos advogados previdenciaristas, Eloísa Borghelott e Denizangelo Brum, durante participação no programa Direito em Pauta.
Entre os principais problemas está a escolha da alíquota de contribuição. Os especialistas explicaram as diferenças entre os planos de 20%, 11% e 5% e destacaram que as modalidades simplificadas possuem regras específicas e podem limitar o acesso a determinados benefícios, exigindo complementações em algumas situações.
Outro alerta envolve o pagamento de contribuições em atraso. Segundo os advogados, gerar guias e quitar períodos passados sem verificar previamente se o recolhimento será reconhecido pelo INSS pode representar um gasto desnecessário. A validade dessas contribuições depende da situação do segurado e da comprovação da atividade exercida no período.
A entrevista também abordou situações que podem levar ao indeferimento de benefícios, como problemas cadastrais, contribuições incompatíveis com a condição do segurado e falta de comprovação de períodos trabalhados. Em alguns casos, os erros podem ser corrigidos por meio de complementação, retificação ou regularização das contribuições.
Para quem já recebe um benefício e identifica possíveis problemas no cálculo ou na concessão, os especialistas explicaram que existem mecanismos de revisão, conforme as circunstâncias de cada caso.
A orientação apresentada no programa é que o trabalhador acompanhe seu histórico previdenciário e busque planejamento antes de solicitar a aposentadoria. A análise antecipada das contribuições pode ajudar a identificar inconsistências e evitar decisões que resultem em prejuízos financeiros.
Confira a entrevista completa com os advogados Eloísa Borghelott e Denizangelo Brum no vídeo abaixo.