Colégio destruído por tornado retoma aulas em Rio Bonito do Iguaçu após oito meses
Estudantes voltaram a ter aulas na sede do município depois de um período de atividades em espaços provisórios
Educação e Cultura
por Léo Willian
O Colégio Estadual Ludovica Safraider, em Rio Bonito do Iguaçu, retomou nesta semana as aulas na sede do município após quase oito meses da destruição causada pelo tornado que atingiu a cidade em novembro de 2025. A volta das atividades ocorre de forma provisória, em parte da estrutura reconstruída, e marca um momento considerado simbólico para alunos, professores e famílias da comunidade escolar.
Segundo a diretora Carla Silvana, logo após o tornado, os estudantes precisaram ser realocados para a Universidade Federal da Fronteira Sul, que cedeu espaço para que o ano letivo de 2025 pudesse ser concluído. Já em 2026, as aulas passaram a ocorrer no assentamento Água Mineral, em um antigo colégio municipal desativado conhecido como Colégio Irmã Dulce.
A comunidade escolar permaneceu nesse espaço até o período de recesso. Com a conclusão de parte das obras, os alunos puderam retornar à sede do município, embora a estrutura ainda não esteja totalmente recuperada.
De acordo com a direção, o tornado provocou grandes danos no colégio. Telhados foram destruídos, houve perda de mobiliário e equipamentos, além de danos em paredes e na quadra esportiva, que precisou ser totalmente reconstruída. Antes da tragédia, a escola contava com quatro blocos e uma quadra coberta. Neste momento, apenas um bloco reformado e outro adaptado estão sendo utilizados para atender os estudantes.
A diretora destacou que, além dos desafios estruturais, a escola também precisou lidar com os impactos emocionais deixados pela tragédia. Muitos alunos ainda demonstram apreensão em situações de chuva forte ou mudanças bruscas no tempo, exigindo acompanhamento e acolhimento constante por parte da equipe pedagógica.
Outro fator apontado pela direção foi a dificuldade enfrentada pelas famílias durante o período em que as aulas ocorreram no interior do município. O deslocamento até a comunidade da Água Mineral chegava a cerca de 26 quilômetros da sede de Rio Bonito do Iguaçu, tanto para os alunos do período da manhã quanto para os do período da tarde.
Apesar das limitações, a retomada das aulas na sede do município é vista pela comunidade escolar como um importante passo no processo de reconstrução após um dos eventos climáticos mais severos já registrados em Rio Bonito do Iguaçu.
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