Chamados indevidos colocam em risco profissionais e atrasam atendimentos de urgência feitos pelo SAMU
Casos como este têm se tornado frequentes e preocupam os profissionais do SAMU
Saúde
Na manhã desta terça-feira (21), equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas em Francisco Beltrão para atender uma ocorrência em que um homem estava aparentemente inconsciente. Ao chegar ao local, os socorristas constataram que o rapaz apresentava sinais de alteração, possivelmente pelo uso de álcool ou entorpecentes. Após recobrar a consciência, ele se mostrou agitado, sendo necessário diálogo e paciência por parte da equipe até que a situação fosse controlada. O atendimento acabou sendo recusado pelo próprio paciente.
Casos como este têm se tornado frequentes e preocupam os profissionais do SAMU. A central é acionada diariamente para atender pessoas supostamente desacordadas, mas que, na verdade, estão sob efeito de álcool ou drogas. Situações assim oferecem risco à segurança das equipes, que podem ser surpreendidas por reações agressivas, e também comprometem o atendimento de outras emergências reais, como acidentes, infartos ou paradas cardiorrespiratórias.
A reportagem da Onda Sul FM acompanhou um destes atendimentos e os profissionais nos contaram que o acionamento do serviço deve ser feito com responsabilidade. A recomendação é que, ao presenciar alguém inconsciente ou aparentemente sem reação, as pessoas observem o ambiente, verifiquem sinais de respiração e, sempre que possível, aguardem a chegada dos profissionais, sem tentar manobras de reanimação se não tiverem preparo técnico.
O trabalho dos socorristas exige agilidade e segurança, e cada chamada indevida ou de risco desnecessário representa tempo perdido para quem realmente precisa de ajuda urgente.
O órgão também orienta que familiares ou amigos que convivam com pessoas em uso de álcool ou outras substâncias procurem apoio especializado.