Bombeiro que atua em Francisco Beltrão segue nas buscas por sobreviventes na Venezuela
Equipes brasileiras mantêm operação cinco dias após o terremoto e concentram esforços em áreas de estruturas colapsadas
Geral
por Léo Willian
As equipes brasileiras de busca e resgate seguem atuando contra o tempo na Venezuela para localizar sobreviventes do terremoto que atingiu o país na última quarta-feira. Entre os integrantes da missão está o cabo Zanchet, bombeiro que atua em Francisco Beltrão.
Mesmo uma semana após o desastre, ainda existe a possibilidade de encontrar pessoas com vida sob os escombros. Segundo as equipes de resgate, o desabamento de prédios pode formar os chamados “espaços vitais”, pequenos vazios entre lajes e vigas que permitem a sobrevivência das vítimas por alguns dias.
Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto, os trabalhos são realizados em turnos de 12 horas, com pausas apenas para hidratação, devido às altas temperaturas.
O foco das operações está nas buscas técnicas, com a utilização de cães farejadores e equipamentos especializados para localizar vítimas em áreas mais profundas das estruturas colapsadas.
De acordo com o líder da equipe paranaense, as vítimas de localização mais acessível já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o terremoto. Agora, o trabalho é mais lento e exige análise detalhada de cada edificação antes da entrada das equipes de resgate.
Durante as operações, os profissionais também enfrentam o risco de novos desabamentos. Antes de acessar os prédios, é necessário realizar o escoramento das estruturas para garantir a segurança das equipes. Nesta segunda-feira, um tremor secundário de magnitude 5,1 foi registrado na região, exigindo ainda mais cautela durante os trabalhos.
A missão brasileira é formada por 44 integrantes, entre bombeiros, profissionais da saúde e equipes de apoio. O Paraná enviou dez bombeiros, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados, incluindo o cabo Zanchetti, que atua em Francisco Beltrão.
O planejamento prevê que essa primeira equipe permaneça na Venezuela por até 15 dias. Nos dez primeiros, os esforços estão concentrados na busca por sobreviventes. Depois desse período, conforme a evolução da situação, os profissionais poderão atuar em ações de apoio humanitário. Caso haja necessidade, novas equipes e mais equipamentos do Paraná poderão ser enviados para reforçar a operação.