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09 de junho de 2026
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Black Friday com segurança: Passos simples para não cair em golpes online

Advogada alerta sobre sites falsos, fraudes de preços e a importância de ferramentas como o Pix e o blockchain

Justiça

por Deise Bach

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Foto: João Antonio Franz
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Novembro marca o mês da Black Friday, um dos períodos mais aguardados pelos consumidores, mas também um dos mais visados por golpistas. No quadro Direitto em Pauta dessa semana, a advogada Morena Gabriela Batista, presidente da Comissão de Direito Digital, Inovação e Inteligência Artificial da OAB de Francisco Beltrão, orientou sobre os principais cuidados que devem ser tomados para evitar cair em fraudes durante as compras online.

Golpes e a chamada “Black Fraude”

Segundo a advogada, o aumento das ofertas e promoções durante o mês cria o ambiente perfeito para crimes virtuais. Entre os golpes mais comuns estão os sites falsos, criados para induzir o consumidor ao erro, e a chamada “black fraude”, quando empresas aumentam artificialmente os preços antes da promoção para simular grandes descontos.

“Se a oferta parece boa demais para ser verdade, desconfie”, alerta Morena, citando exemplos de produtos de alto valor sendo vendidos por preços irrisórios em páginas fraudulentas. Ela reforça que, além do prejuízo financeiro, o consumidor ainda pode ter seus dados pessoais usados em novos golpes, como abertura de empresas em seu nome.

Como comprar com segurança? Entre as principais recomendações estão:

  • Acessar o site oficial da loja, digitando o endereço no navegador.
  • Verificar se o site tem o “https” no início do endereço.
  • Checar o CNPJ, endereço e reputação da empresa em sites como Reclame Aqui e consumidor.gov.
  • Pesquisar o histórico de preços em plataformas como Buscapé e Bondfaro.
  • Evitar usar a mesma senha em diferentes sites e redes sociais.

Morena lembra que “comprar online não é como fazer macarrão instantâneo” — exige calma e verificação antes de concluir a compra.

O que fazer se cair em um golpe

Caso o consumidor seja vítima de fraude, a orientação é registrar todas as provas, como prints, comprovantes e conversas. O uso de ferramentas como o blockchain, que garante a autenticidade das evidências digitais, também é recomendado — plataformas como o Veract já oferecem esse serviço.

Além disso, é importante contestar a transação no banco, registrar boletim de ocorrência online e formalizar a reclamação junto ao Procon.

“A internet não é terra sem lei. O consumidor está protegido pelo Código de Defesa do Consumidor e pode buscar seus direitos”, reforça a advogada.

Assista abaixo à entrevista completa com a Dra. Morena Gabriela Batista:

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