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11 de julho de 2026
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Beltrão recicla 365 toneladas por mês e ainda perde material que poderia gerar renda e preservar o meio ambiente

Município é referência no Paraná, porém 30% dos recicláveis ainda acabam no aterro sanitário

Meio Ambiente

por Deise Bach

aterro
Imagem: Célula de disposição de rejeitos domiciliares ao final do mês de maio
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Francisco Beltrão apresenta um dos melhores índices de reciclagem do Paraná, mas ainda enfrenta desafios relacionados à separação correta dos resíduos pela população. Os dados foram apresentados pelo diretor do Departamento de Meio Ambiente, Vilmar Rigo, em entrevista à Rádio Onda Sul, destacando as ações do mês do Meio Ambiente.

Segundo o levantamento, o aterro sanitário do município recebe, em média, 1.600 toneladas de resíduos por mês. Somente em abril foram destinadas ao local 1.629,25 toneladas, o equivalente a uma média diária de 54,31 toneladas.

A maior parte desse volume é composta pelo lixo domiciliar coletado na área urbana, que representa cerca de 1.342 toneladas mensais. O restante é formado por resíduos recolhidos no interior, rejeitos provenientes das cooperativas de reciclagem e materiais oriundos da limpeza urbana, como móveis descartados, resíduos de varrição e entulhos depositados irregularmente.

No caso da coleta domiciliar de resíduos orgânicos e rejeitos, a média diária chega a 44,75 toneladas.

Apesar dos números elevados, Francisco Beltrão se destaca pela quantidade de materiais recicláveis recuperados. Mensalmente, cerca de 265 toneladas são encaminhadas às cooperativas instaladas junto ao aterro sanitário. Além disso, aproximadamente 100 toneladas são recolhidas por coletores informais.

Ao todo, são cerca de 365 toneladas de materiais recicláveis recuperados todos os meses, o que representa aproximadamente 12,16 toneladas por dia. De acordo com Vilmar Rigo, esse desempenho coloca o município entre os destaques do Paraná em aproveitamento de resíduos recicláveis.

No entanto, o diretor alerta que ainda há espaço para avanços. Estima-se que cerca de 30% dos materiais atualmente destinados ao aterro sanitário poderiam ser reciclados caso fossem separados corretamente nas residências e estabelecimentos.

Segundo ele, a destinação inadequada gera impactos ambientais e econômicos. Além de aumentar os custos de operação do aterro sanitário, reduz sua vida útil e diminui a quantidade de materiais disponíveis para as cooperativas de reciclagem, afetando diretamente a renda dos trabalhadores do setor.

A administração municipal reforça que a coleta seletiva só alcança resultados efetivos quando a população realiza corretamente a separação dos resíduos em casa. A orientação é destinar materiais recicláveis, como papel, plástico, metal e vidro, para a coleta seletiva, enquanto resíduos orgânicos e rejeitos devem seguir para a coleta convencional.

Para o Departamento de Meio Ambiente, a participação da comunidade é fundamental para ampliar os índices de reciclagem, reduzir custos públicos e fortalecer a sustentabilidade ambiental do município.

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