Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
16 de maio de 2026
Rádios
Publicidade

Audiência pública vai discutir inclusão e atendimento a pessoas com autismo em Palmas

Encontro está marcado para sexta-feira (27), 19h, na Câmara Municipal, e é aberto à participação da comunidade.

Saúde

por Guilherme Zimermann

inclusão_autismo
Publicidade

A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Palmas realiza nesta sexta-feira (27) uma audiência pública para debater políticas voltadas à inclusão e ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro será às 19h, na Câmara Municipal, e é aberto à participação da comunidade.

De acordo com a promotora de Justiça, Gabriela Sanchez Ribeiro, a realização da audiência foi motivada por relatos de mães que enfrentam dificuldades no acesso a serviços essenciais.

Segundo ela, entre os principais problemas apontados estão falta de consultas especializadas, demora para diagnóstico, atendimento insuficiente na rede pública, baixa oferta de terapias e falta de acompanhamento nutricional.

Outro ponto destacado envolve o deslocamento para atendimentos fora do município, especialmente para cidades como Pato Branco. Segundo os relatos, famílias enfrentam uma rotina desgastante, com saídas ainda de madrugada e, em alguns casos, consultas desmarcadas após as viagens.

Embora a principal demanda inicial tenha sido na área da saúde, a promotoria também pretende ampliar a discussão para o setor educacional e da assistência social. A promotora destaca que a falta de suporte adequado nas escolas pode comprometer o desenvolvimento das crianças e gerar sobrecarga às famílias.

A audiência pública terá como objetivo reunir representantes do poder público, profissionais, entidades e a população para discutir os problemas e buscar soluções conjuntas. Durante o encontro, será aberto espaço para manifestações de associações, familiares e demais participantes.

Após a audiência, o Ministério Público deverá utilizar as informações levantadas para estruturar um diagnóstico da situação no município e, a partir daí, firmar acordos com o poder público, estabelecer planos de ação e prioridades e, se necessário, adotar outras medidas, inclusive judiciais, para garantir os atendimentos.

Publicidade
Publicidade
Publicidade