Audiência Pública em Palmas apresenta estudos de nova Linha de Transmissão entre Paraná e Santa Catarina
Encontro reuniu representantes do órgão ambiental, da empresa responsável pelo empreendimento e moradores da região.
Economia
Aconteceu nesta quinta-feira (27), no Clube União, em Palmas, a Audiência Pública de apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referentes ao licenciamento da Linha de Transmissão que ligará o Oeste do Paraná ao Oeste de Santa Catarina. O encontro reuniu representantes do órgão ambiental, da empresa responsável pelo empreendimento e moradores da região.
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O projeto está a cargo da Graúna Transmissora de Energia, vencedora do leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A linha terá extensão aproximada de 395 quilômetros, sendo 269 km em território paranaense e 125 km em Santa Catarina. Somente em Palmas, serão 27,13 km de rede, e outros 43,71 km estarão localizados em Coronel Domingos Soares.
No Paraná, a linha cruzará os municípios de Cascavel, Catanduvas, Guaraniaçu, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Porto Barreiro, Candói, Foz do Jordão, Reserva do Iguaçu, Coronel Domingos Soares e Palmas. Em Santa Catarina, passa por Água Doce, Salto Veloso, Arroio Trinta, Treze Tílias, Ibicaré, Tangará, Ibiam, Campos Novos e Vargem.
Em entrevista à Rádio Club de Palmas, o coordenador do Projeto Graúna, João Wendel, explicou que o empreendimento faz parte do planejamento energético federal para reforçar o Sistema Interligado Nacional (SIN). O objetivo é ampliar a segurança no fornecimento de energia e melhorar a capacidade de escoamento da geração local, desde a usina de Itaipu até as pequenas centrais hidrelétricas (PCH’s). Ouça no player abaixo:
Segundo Wendel, o Paraná tem registrado forte expansão da indústria e aumento populacional, fatores que demandam novos investimentos em infraestrutura energética.
Ele destacou que o traçado da linha segue estudos prévios contratados pelo governo federal, que avaliam áreas sensíveis, comunidades tradicionais e unidades de conservação. Os EIA/RIMA apontam medidas para minimizar impactos ambientais e sociais, além de prever a preservação de áreas sensíveis.
O coordenador também apresentou esclarecimentos a proprietários das áreas por onde a linha passará. Wendel explicou que a passagem da linha não envolve desapropriação, mas sim a criação de uma faixa de servidão, que mantém a área sob domínio do proprietário, porém com algumas restrições de uso. Cada propriedade é analisada individualmente.
O obra deverá gerar cerca de 2.100 empregos diretos, além de movimentar setores locais como alimentação, hospedagem e transporte. A execução será realizada por empresas contratadas, entre elas a Cobra Engenharia, Engetecnica e Enind.
Outra audiência pública será realizada na quarta-feira, 3 de dezembro, em Campos Novos (SC). Após as audiências públicas, o processo segue para análise técnica dos órgãos ambientais e possíveis ajustes a partir das contribuições apresentadas. O prazo estimado de execução completa da obra é de 15 meses, com etapas que incluem supressão vegetal, abertura de acessos, instalação das bases, montagem de torres e lançamento de cabos.