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11 de maio de 2026
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Audiência pública debate avanços e desafios no atendimento ao autismo em Francisco Beltrão

Encontro reúne autoridades e comunidade e aponta necessidade de ampliar serviços e planejamento

Educação e Cultura

por Deise Bach

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[Grupo RBJ de Comunicação] Audiência pública debate avanços e desafios no atendimento ao autismo em Francisco Beltrão — Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Uma audiência pública realizada no dia 28 de abril de 2026, em Francisco Beltrão, reuniu autoridades, profissionais, representantes de entidades e familiares para discutir a situação do atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município.

O encontro destacou o aumento no número de diagnósticos, que já representam quase 4% dos alunos da rede municipal de ensino. Diante desse cenário, foi apontada a necessidade de ampliar serviços nas áreas de saúde e educação, além de fortalecer políticas públicas voltadas ao público com autismo.

Entre os avanços apresentados estão a ampliação de salas de aula inclusivas, a oferta de formação para professores e a reestruturação de espaços especializados, como o Instituto de Autismo Aurora, Sol e Azul, com o objetivo de reduzir filas de espera.

Apesar disso, ainda foram apontados desafios, como a falta de profissionais qualificados, limitações no acesso a terapias e a necessidade de melhorar a integração entre os setores de saúde, educação e assistência social. Também foram relatadas dificuldades enfrentadas por famílias, incluindo sobrecarga emocional e falta de apoio contínuo.

Durante a audiência, associações destacaram a importância de intervenções baseadas em evidências e defenderam maior apoio institucional e financeiro para garantir a continuidade dos atendimentos.

O evento também contou com depoimentos de familiares, que relataram situações de exclusão e reforçaram a necessidade de mais inclusão e conscientização na sociedade.

Ao final, houve um consenso sobre a importância da criação de um plano municipal específico para o autismo, com ações integradas, definição de responsabilidades e continuidade das políticas públicas, visando melhorar o atendimento e a qualidade de vida das pessoas com TEA e suas famílias.

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