Menu Envie sua pauta
Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
14 de junho de 2021
Rádios

Associação Comercial de Clevelândia emite nota sobre fechamento do comércio

Geral

por Guilherme Zimermann

clevelaandia-1
Publicidade

Após novo decreto da prefeitura de Clevelândia, determinando o fechamento de atividades comerciais consideradas não essenciais como medida de conter a propagação no novo coronavírus, a Associação Comercial do município encaminhou uma nota ao prefeito Ademir Gheller, apresentando o posicionamento na entidade.

+ Covid-19: Clevelândia decreta fechamento do comércio e endurece restrições

No documento, assinado pelo presidente da Associação, Mauro Fernando Piccinini, os comerciantes afirmam que o setor não é o problema, “nem seus funcionários e pessoas que vão às compras”. No entendimento da entidade, o problema são as aglomerações, falta do uso de máscaras e “o destemor de muitas pessoas”.

Salientam que o varejo é o setor que mais emprega em Clevelândia e é “o que mais tem sido afetado pela crise da Covid-19”. Outro ponto citado na nota é que os clevelandenses irão comprar em outras cidades, onde o comércio está aberto, gerando divisas para os outros municípios.

Os associados questionam ainda o período escolhido para o fechamento, uma vez que para o setor varejista, o melhor período de faturamento é justamente o fim e inicio de mês e cobram do poder público um plano de ajuda para os empresários que deverão manter seus estabelecimentos fechados.

Publicidade
Publicidade

A Associação Comercial finaliza a nota afirmando esperar respostas do Poder Executivo, inclusive pedindo que os empresários sejam convocados para a discussão do assunto.

Ao Prefeito de Clevelândia-PR

ADEMIR JOSÉ GHELLER

NESTA.

Prezado Senhor

Na qualidade de presidente da Associação Comercial e Empresarial de Clevelândia, representando nesta oportunidade 80 Empresários, vimos pela presente mostrar a nossa contrariedade com relação a alguns pontos do seu DECRETO assinado na tarde de ontem, segunda feira, 22 de junho de 2020, de forma respeitosa e querendo, antes de tudo, o diálogo.

Destacamos especificamente os detalhes relacionados ao comércio em geral, não os autorizados, que no nosso modo de ver as coisas, está novamente sendo prejudicado, conforme os pontos que elencamos a seguir:

1) ACREDITAMOS que o comércio estabelecido não é o problema, nem quem está trabalhando e nem às pessoas que vão às compras, por que, se assim fosse, o grande problema seriam os Supermercados, e não é. O PROBLEMA é a aglomeração, falta de uso de máscara e o destemor que tomou conta de muita gente.

2) O EMPRESÁRIO NÃO É BANDIDO, para ficar trancado dentro de suas empresas com as portas fechadas. É antes de tudo um LUTADOR que cumpre com suas obrigações, investe e tem como foco ajudar a CIDADE a crescer.

3)O VAREJO É O setor que mais emprega em Clevelândia, e é o mais afetado pela crise do Covid-19. Segundo dados da Fecomércio, no presente ano, as perdas no varejo chegam perto de 50%. De onde vamos tirar recursos para pagar folha, impostos, boletos e outros se vemos as nossas fontes chegarem ao tanque final?

4)PERDA DE DIVISAS -Com o comércio fechado, como identifica o Decreto que fazemos alusão, os clevelandenses irão comprar em outras cidades, onde o mesmo permanece aberto. E nós perguntamos: De que maneira a prefeitura irá impedir a saída destes e evitar compras em outras praças? Se em dias normais já tivemos entre 50 e 60 veículos se deslocando a Pato Branco, imaginem com o comércio daqui fechado.

5) GERADOR DE DIVISAS – O COMÉRCIO é aquele que, recolhendo seus impostos em dia, auxilia a Prefeitura a pagar os salários do Prefeito, Vice, contratados e funcionários públicos, bem como os salários dos vereadores. De que forma vamos gerar impostos com as portas fechadas, sendo permitido apenas e exclusivamente para o recebimento de contas.

6) O ZÊLO – Se tem um setor que merece elogios é o comércio. Sempre seguiu todas as medidas estabelecidas nos decretos municipais. Nós não fomos negligentes e nem relapsos para agora, como informaram, terem o desejo de colocar um tropa de fiscais na nossa porta.

7)OUTROS MUNICÍPIOS – OBSERVAMOS que o aumento nos casos de Covid-19 não é privilégio de Clevelândia. Pato Branco tem mais de cem, Beltrão está próximo, Palmas, Coronel e Dois Vizinhos também possuem números crescentes e a região já chega aos seis 600 casos. Em nenhum momento, porém, observamos os seus Gestores falando em fechar o Comércio. Antes, pelo contrário, como é o caso de Pato Branco, para ficar com um somente, disse alto e bom som que “Em nossa cidade o comércio não vai fechar pois não o culpado disso”.

8)FINAL E INÍCIO DE MÊS-ÉPOCA DE FATURAMENTO – Para o varejo, o melhor período de faturamento é o final de um e início de outro mês, por se tratar do recebimento de salários, uma vez que as Empresas pagam salários nesta época. Justamente neste período, o comércio estará de portas fechadas, entre 23 de junho e 05 de julho. Quem vai arcar com tais prejuízos?

9)PLANO DE AJUDA- QUAL é o plano de ajuda que a Prefeitura oferecerá aos Empresários no período, uma vez que abruptamente decidiu pelo decreto desta segunda feira, sem ao menos ouvir os diretamente interessados?

10)RESPONSABILIDADE SOCIAL – De quem é a responsabilidade pela manutenção dos empregos? Quais as medidas que a Administração Municipal tem tomado para diminuir o sempre crescente número de seguro-desemprego em nosso município? De que forma os empregos serão mantidos se as empresas estão privadas de efetuar vendas? Em 03 meses(abril,maio e junho) o Sine já enviou 170 seguros desemprego, sendo 130 das empresas de Clevelândia e 40 clevelandenses que perderam o emprego na região. Some-se a esse número, os informações. Passa de duas centenas o universo de desempregados em Clevelândia, a grande maioria do Varejo e Prestadores de Serviços.

11)CASOS DE COVID-19 – Para fechar as portas do Comércio Varejista, deveriam ser apresentadas provas contundentes de que o Comércio tem culpa. Não é a realidade. Nenhum pessoa acometida de Coronavírus foi infectada no contato com as lojas comerciais. Os casos verificados estão em outros locais. Não no comércio. Observem o número de autuações: 04. De advertências: 11. Para um número aproximado entre 300 e 400 empresas, convenhamos que é insignificante.

SUGERIMOS:

1)SANITIZAÇÃO-inúmeros municípios da região estão investindo nessa prática e poderíamos citas Pato Branco, Beltrão, Coronel Vivida, Marmeleiro, Palmas e outros. Por que não investir aqui também, uma vez que recursos existem.

2)FISCALIZAÇÃO RÍGIDA- inclusive dos vendedores ambulantes que adentram a esta cidade, não sabemos de onde vem e nem em que estado se encontra a sua saúde.

3)BARREIRAS SANITÁRIAS- entendemos que nesta guerra contra o Covid-19, não podemos desprezar sequer uma arma, e as barreiras sanitárias tem o seu valor. O exemplo de outros municípios comprova o que afirmamos. A Prefeitura tem Know How e pessoal para realizar.

CONCLUSÃO: Lamentamos que o Comércio tenha que pagar a conta mais uma vez. Esperamos de outra parte que a sua pessoa possa analisar todos esses pontos e que seja sensível ao nosso pedido de “Flexibilização” do nosso Comércio, revendo estes detalhes, e possibilitando a volta o mais depressa possível aos horários que eram observados. Como a democracia nos faculta, estamos discutindo idéias, e entendemos que os radicalismos não se sustentam, pois não possuem base sólida. Aguardamos uma manifestação de sua parte ainda para o dia de hoje 23 de junho. Ou nos convoque para discutirmos o assunto. Entendemos que o diálogo é a posição que defendemos, pois só através dele conseguiremos resolver as nossas diferenças.

PARA TERMINAR FICO COM AS SÁBIAS PALAVRAS DO ESCRITOR FERNANDO PESSOA, QUANDO DIZ: “ESPERE, O MELHOR, PORÉM PREPARE-SE PARA O PIOR: EIS A REGRA.” COM A CERTEZA QUE O MELHOR ESTÁ POR VIR, SUBSCREVEMO-NOS

ATENCIOSAMENTE

MAURO FERNANDO PICCININI

PRESIDENTE ACEC

Publicidade