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Grupo RBJ de Comunicação
Grupo RBJ de Comunicação,
20 de janeiro de 2021
Rádios

Associação Comercial de Clevelândia emite nota sobre fechamento do comércio

Geral

por Guilherme Zimermann

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Após novo decreto da prefeitura de Clevelândia, determinando o fechamento de atividades comerciais consideradas não essenciais como medida de conter a propagação no novo coronavírus, a Associação Comercial do município encaminhou uma nota ao prefeito Ademir Gheller, apresentando o posicionamento na entidade.

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No documento, assinado pelo presidente da Associação, Mauro Fernando Piccinini, os comerciantes afirmam que o setor não é o problema, “nem seus funcionários e pessoas que vão às compras”. No entendimento da entidade, o problema são as aglomerações, falta do uso de máscaras e “o destemor de muitas pessoas”.

Salientam que o varejo é o setor que mais emprega em Clevelândia e é “o que mais tem sido afetado pela crise da Covid-19”. Outro ponto citado na nota é que os clevelandenses irão comprar em outras cidades, onde o comércio está aberto, gerando divisas para os outros municípios.

Os associados questionam ainda o período escolhido para o fechamento, uma vez que para o setor varejista, o melhor período de faturamento é justamente o fim e inicio de mês e cobram do poder público um plano de ajuda para os empresários que deverão manter seus estabelecimentos fechados.

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A Associação Comercial finaliza a nota afirmando esperar respostas do Poder Executivo, inclusive pedindo que os empresários sejam convocados para a discussão do assunto.

Ao Prefeito de Clevelândia-PR

ADEMIR JOSÉ GHELLER

NESTA.

Prezado Senhor

Na qualidade de presidente da Associação Comercial e Empresarial de Clevelândia, representando nesta oportunidade 80 Empresários, vimos pela presente mostrar a nossa contrariedade com relação a alguns pontos do seu DECRETO assinado na tarde de ontem, segunda feira, 22 de junho de 2020, de forma respeitosa e querendo, antes de tudo, o diálogo.

Destacamos especificamente os detalhes relacionados ao comércio em geral, não os autorizados, que no nosso modo de ver as coisas, está novamente sendo prejudicado, conforme os pontos que elencamos a seguir:

1) ACREDITAMOS que o comércio estabelecido não é o problema, nem quem está trabalhando e nem às pessoas que vão às compras, por que, se assim fosse, o grande problema seriam os Supermercados, e não é. O PROBLEMA é a aglomeração, falta de uso de máscara e o destemor que tomou conta de muita gente.

2) O EMPRESÁRIO NÃO É BANDIDO, para ficar trancado dentro de suas empresas com as portas fechadas. É antes de tudo um LUTADOR que cumpre com suas obrigações, investe e tem como foco ajudar a CIDADE a crescer.

3)O VAREJO É O setor que mais emprega em Clevelândia, e é o mais afetado pela crise do Covid-19. Segundo dados da Fecomércio, no presente ano, as perdas no varejo chegam perto de 50%. De onde vamos tirar recursos para pagar folha, impostos, boletos e outros se vemos as nossas fontes chegarem ao tanque final?

4)PERDA DE DIVISAS -Com o comércio fechado, como identifica o Decreto que fazemos alusão, os clevelandenses irão comprar em outras cidades, onde o mesmo permanece aberto. E nós perguntamos: De que maneira a prefeitura irá impedir a saída destes e evitar compras em outras praças? Se em dias normais já tivemos entre 50 e 60 veículos se deslocando a Pato Branco, imaginem com o comércio daqui fechado.

5) GERADOR DE DIVISAS – O COMÉRCIO é aquele que, recolhendo seus impostos em dia, auxilia a Prefeitura a pagar os salários do Prefeito, Vice, contratados e funcionários públicos, bem como os salários dos vereadores. De que forma vamos gerar impostos com as portas fechadas, sendo permitido apenas e exclusivamente para o recebimento de contas.

6) O ZÊLO – Se tem um setor que merece elogios é o comércio. Sempre seguiu todas as medidas estabelecidas nos decretos municipais. Nós não fomos negligentes e nem relapsos para agora, como informaram, terem o desejo de colocar um tropa de fiscais na nossa porta.

7)OUTROS MUNICÍPIOS – OBSERVAMOS que o aumento nos casos de Covid-19 não é privilégio de Clevelândia. Pato Branco tem mais de cem, Beltrão está próximo, Palmas, Coronel e Dois Vizinhos também possuem números crescentes e a região já chega aos seis 600 casos. Em nenhum momento, porém, observamos os seus Gestores falando em fechar o Comércio. Antes, pelo contrário, como é o caso de Pato Branco, para ficar com um somente, disse alto e bom som que “Em nossa cidade o comércio não vai fechar pois não o culpado disso”.

8)FINAL E INÍCIO DE MÊS-ÉPOCA DE FATURAMENTO – Para o varejo, o melhor período de faturamento é o final de um e início de outro mês, por se tratar do recebimento de salários, uma vez que as Empresas pagam salários nesta época. Justamente neste período, o comércio estará de portas fechadas, entre 23 de junho e 05 de julho. Quem vai arcar com tais prejuízos?

9)PLANO DE AJUDA- QUAL é o plano de ajuda que a Prefeitura oferecerá aos Empresários no período, uma vez que abruptamente decidiu pelo decreto desta segunda feira, sem ao menos ouvir os diretamente interessados?

10)RESPONSABILIDADE SOCIAL – De quem é a responsabilidade pela manutenção dos empregos? Quais as medidas que a Administração Municipal tem tomado para diminuir o sempre crescente número de seguro-desemprego em nosso município? De que forma os empregos serão mantidos se as empresas estão privadas de efetuar vendas? Em 03 meses(abril,maio e junho) o Sine já enviou 170 seguros desemprego, sendo 130 das empresas de Clevelândia e 40 clevelandenses que perderam o emprego na região. Some-se a esse número, os informações. Passa de duas centenas o universo de desempregados em Clevelândia, a grande maioria do Varejo e Prestadores de Serviços.

11)CASOS DE COVID-19 – Para fechar as portas do Comércio Varejista, deveriam ser apresentadas provas contundentes de que o Comércio tem culpa. Não é a realidade. Nenhum pessoa acometida de Coronavírus foi infectada no contato com as lojas comerciais. Os casos verificados estão em outros locais. Não no comércio. Observem o número de autuações: 04. De advertências: 11. Para um número aproximado entre 300 e 400 empresas, convenhamos que é insignificante.

SUGERIMOS:

1)SANITIZAÇÃO-inúmeros municípios da região estão investindo nessa prática e poderíamos citas Pato Branco, Beltrão, Coronel Vivida, Marmeleiro, Palmas e outros. Por que não investir aqui também, uma vez que recursos existem.

2)FISCALIZAÇÃO RÍGIDA- inclusive dos vendedores ambulantes que adentram a esta cidade, não sabemos de onde vem e nem em que estado se encontra a sua saúde.

3)BARREIRAS SANITÁRIAS- entendemos que nesta guerra contra o Covid-19, não podemos desprezar sequer uma arma, e as barreiras sanitárias tem o seu valor. O exemplo de outros municípios comprova o que afirmamos. A Prefeitura tem Know How e pessoal para realizar.

CONCLUSÃO: Lamentamos que o Comércio tenha que pagar a conta mais uma vez. Esperamos de outra parte que a sua pessoa possa analisar todos esses pontos e que seja sensível ao nosso pedido de “Flexibilização” do nosso Comércio, revendo estes detalhes, e possibilitando a volta o mais depressa possível aos horários que eram observados. Como a democracia nos faculta, estamos discutindo idéias, e entendemos que os radicalismos não se sustentam, pois não possuem base sólida. Aguardamos uma manifestação de sua parte ainda para o dia de hoje 23 de junho. Ou nos convoque para discutirmos o assunto. Entendemos que o diálogo é a posição que defendemos, pois só através dele conseguiremos resolver as nossas diferenças.

PARA TERMINAR FICO COM AS SÁBIAS PALAVRAS DO ESCRITOR FERNANDO PESSOA, QUANDO DIZ: “ESPERE, O MELHOR, PORÉM PREPARE-SE PARA O PIOR: EIS A REGRA.” COM A CERTEZA QUE O MELHOR ESTÁ POR VIR, SUBSCREVEMO-NOS

ATENCIOSAMENTE

MAURO FERNANDO PICCININI

PRESIDENTE ACEC

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