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10 de outubro de 2026
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Apostas online podem levar a endividamento e dependência

Especialistas explicam como as bets podem afetar as finanças, a saúde mental e as relações familiares

Saúde

por Jack Jr

Apostas online podem levar a endividamento e dependência
Foto: Jack Jr/RBJ
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As apostas online deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento e passaram a representar um risco financeiro e de saúde mental para parte dos jogadores. O tema foi discutido em entrevista com a professora Ivanira de Oliveira e o psiquiatra Dr. Roberto Schirr para a Rádio Onda Sul.

Segundo a professora, as apostas esportivas online foram legalizadas no Brasil em 2018 e, desde então, a ampla divulgação nas redes sociais e na mídia contribuiu para aumentar a adesão aos jogos. Ela reforça que apostas não devem ser confundidas com investimentos, já que envolvem alto risco de perda do dinheiro.

Entre os principais impactos financeiros estão a perda de reservas, dificuldades para pagar despesas básicas, contratação de empréstimos e o acúmulo de dívidas. Outro comportamento apontado durante a entrevista é a tentativa de recuperar o dinheiro perdido por meio de novas apostas, o que pode ampliar ainda mais os prejuízos.

Dados citados na entrevista apontam que, em 2025, as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em valores líquidos destinados às bets. O cenário também pode gerar consequências para além do orçamento familiar, com impactos nas relações pessoais e na saúde pública.

Para o psiquiatra, o transtorno do jogo é uma doença que apresenta características semelhantes às dependências químicas. Entre os sinais estão o aumento progressivo dos valores apostados, a preocupação constante com o jogo, o abandono de atividades cotidianas e a tentativa persistente de recuperar perdas.

O problema pode atingir pessoas de diferentes classes sociais e comprometer estudos, trabalho, relações familiares e convivência social. Segundo o especialista, esconder ou mentir sobre as apostas também pode fazer parte do quadro de dependência.

A facilidade de acesso pelo celular é outro fator apontado como agravante. Com poucos cliques, o usuário pode apostar a qualquer hora e, em caso de perda, recorrer rapidamente a empréstimos ou outras formas de obter dinheiro para continuar jogando.

O tratamento, segundo o psiquiatra, pode envolver acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A participação da família também é importante quando a própria pessoa não reconhece ou não consegue interromper o comportamento. O processo pode ser longo e envolver recaídas, que fazem parte do processo de recuperação.

As entrevistas completas com a professora Ivanira de Oliveira e o psiquiatra Dr. Roberto Schirr estão disponíveis nos vídeos abaixo.

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