Divulgar a raça e ampliar sua participação no mercado brasileiro. Essas são algumas das metas da atual gestão da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABC Caracu), sediada em Palmas, no Sul do Paraná, e presidida pelo criador fluminense Renato Visconti Filho.

Empossado presidente da entidade em agosto de 2019, Visconti tem seu trabalho desenvolvido em Paraíba do Sul, Sul do Estado do Rio de Janeiro. Conforme ele, em entrevista à Rádio Club/RBJ, apesar de pouco tempo na criação de Caracu, tem obtido uma grande aceitação por parte dos demais associados.

Aponta que a divulgação da raça é um dos principais focos de sua gestão. “Nós perdemos muito tempo sem divulgação. Nós vamos certificar a qualidade dos animais, multiplicar o trabalho genético, distribuição de animais em centrais de inseminação. Ou seja, incrementar isso, para que a oferta da raça seja ampliada”, destaca.

Conhecido por sua rusticidade e adaptação aos mais variados climas do país, o Caracu tem se destacado no cruzamento com raças zebuínas, como o Nelore. Porém, a presença da raça no mercado nacional ainda é pequena. “É atrás desse prejuízo que nós estamos correndo. Nós temos mais de 200 milhões de cabeças no mercado brasileiro, sendo 80% da raça Nelore. O Caracu e seus cruzamentos ainda representa uma fatia muito pequena”, considera.

Para reverter esse quadro, analisa que os criadores deverão se esforçar no aumento do plantel e na oferta de touros para cruzamentos, já tendo a qualidade da carne garantida. “Nós temos carne para competir com qualquer raça importada ou nacional”, afirma. Ouça no player abaixo: