Entrou em vigor nesta quarta-feira (01º), o Plano Safra 2020/2021, que prevê R$ 236,3 bilhões em financiamentos para o setor agrícola brasileiro. São cerca de R$ 10 bilhões a mais que o anunciado para a safra passada.

Do total anunciado, R$ 194 bilhões serão de recursos com juros controlados pelo governo, com taxas que vão de 2,75% para as linhas de financiamento voltadas à agricultura familiar e chegam a 7% nas linhas de aquisição de máquinas e implementos, como o Moderfrota.

Para o economista José Luiz Rampazo Filho, da Agrobrain Consultoria, apesar da redução nas taxas de juros em comparação ao plano agrícola anterior, esperava-se juros ainda menores.

Em entrevista à Rádio Club de Palmas, destacou, porém, que o agronegócio recebeu de maneira positiva o novo Plano, que é maior já anunciado pelo governo brasileiro.

Para custeio e comercialização, serão disponibilizados R$ 179,38 bilhões neste Plano Safra, aumento de 5,9% ante o ano passado, e R$ 57 bilhões para investimentos. Para financiamentos voltados a pequenos produtores, com as menores taxas de juros, o Plano Safra 2020/21 contará com R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outros R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Para subvenção ao seguro rural serão R$ 1,3 bilhões – R$ 300 mil a mais do disponibilizado em 2019/20. O plano deste ano também ampliou em 33,3% os recursos disponíveis para o Inovagro, voltado para investimentos em inovação tecnológica, e em 43,4% para o Moderinfra, voltada para investimentos em infraestrutura. O Moderfrota, que já era apontado pelo governo como fora das prioridades, será a linha de crédito com a maior taxa de juros, de 7,5% ao ano.

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