As pancadas de chuvas diárias vêm atrapalhando os produtores rurais da região, tanto na colheita quanto para os tratos culturais, mesmo com volume pluviométrico considerado normal para a época do ano. A análise é do Departamento de Economia Rural (DERAL) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento(SEAB) regional.Conforme explicou ao RBJ o engenheiro agrônomo, Josemar Banach Fonseca, não é quantidade de chuva, mas sim, a frequência das pancadas, que estão ocorrendo até duas vezes ao dia mantendo o excesso de umidade nas lavouras.

Explicou Banach que a condição tem afetado a colheita do feijão nos municípios de Palmas, Coronel Domingos Soares e parte de Clevelândia, região em que a cultura tem ciclo tardio. Dados apontam que falta colher 10% da área. Também interfere no ritmo de colheita da soja em vários municípios do Sudoeste, que até o momento tirou lavouras apenas 10% da produção, sendo nesta época do ano em 2016, o volume já era de 30%.

Além do tempo, as baixas temperaturas  por vários dias durante a primavera passada atrasaram o ciclo produtivo das plantas que demoraram mais tempo para ficar no ponto de colheita. O mesmo impacto atingiu também as lavouras de feijão e milho. Por conta do alongamento do ciclo, há possibilidade de ocorrer atraso dos novos plantios na região, colocando em risco o investimento pelos produtores.

Conforme Banach apesar dessas variáveis negativas, o setor agrícola regional vem se comportando muito bem, mesmo com alguns bolsões de estiagem que duraram entre 10 e 15 dias em alguns municípios. Avaliou que a safra de milho deve se confirmar de alta produtividade, o mesmo acontecendo com a soja que  já registra colheita média de 150 sacas por alqueire, produtividade que deve ainda subir consideravelmente. “Todos os fatores apontam que teremos recorde de produtividade na soja e milho na região”, avaliou.