A demora para a chegada do frio tem causado preocupações aos produtores de maçã de Palmas, Sul do Paraná. Com o fim da colheita, o período é de dormência das plantas e preparação dos pomares. Mas a pouca quantidade das chamadas horas de frio, pode trazer reflexos negativos na hora da colheita.

O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) iniciou no dia 22 de abril a contagem das horas de frio no município. Esses dados são importantes para os produtores de maçãs e outras variedades de clima temperado para procederem a quebra de dormência das plantas e manejo da cultura.

Conforme o IAPAR, as informações de horas de frio têm por objetivo divulgar os dados de períodos de frio igual ou abaixo de 7,2ºC e 13ºC. Até o domingo (30), o instituto contabilizou 11 horas abaixo de 7,2º C em Palmas, quantidade quase 94% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Entre 22 de abril e 30 de junho de 2018, o IAPAR somou 181 horas abaixo de 7,2º C no município. O total de horas abaixo de 13º C também é menor neste ano. Até o final de junho, foram 432 horas. No ano passado, a soma chegou a 654 horas. A contagem de horas de frio segue até o final do mês de setembro.

De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Ivanir Dalanhol, os trabalhos neste momento concentram-se nas podas e nutrição dos pomares.

Enfatiza a preocupação do setor para com a demora da chegada do frio, explicando que as baixas temperaturas são necessárias para o fortalecimento da gema de produção, o que influenciará no desenvolvimento do sabor, tamanho e coloração das frutas.

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