As variações climáticas deverão provocar  uma quebra de cinco toneladas na produção de amoras pretas em Palmas, sul do Paraná, em relação a 2016. Mesmo assim, deverão ser colhidas 20 toneladas de frutos de melhor qualidade, em relação a safra passada. Iniciada nos primeiros dias de novembro, a colheita deve se estender durante todo o mês de dezembro.

O município é maior produtor da região e um dos principais do Estado e, praticamente, toda a produção é vendida para outras regiões do país. A projeção é  que apenas 3 toneladas sejam consumidas localmente in natura ou para a produção de sucos, geleias e sorvete.

Além de dois grandes produtores,  Lurdinha Giotto e Solano Salvador, há outros 17 pequenos agricultores que iniciaram na atividade em 2015 e já estão produzindo comercialmente.

Conforme o Diretor de Agricultura, Edson Cassaniga, o governo municipal está buscando recursos na esfera federal para a aquisição de uma câmara de congelamento do fruto para garantir mercado na entressafra.

Para o Coordenador da Estação Experimental do Instituto Agronômico do Paraná(IAPAR) Wilson Schveiczrski, Palmas tem as melhores condições climáticas do país para esta atividade, podendo tornar-se em pouco tempo, um dos principais exportadores da fruta.