Importante produto da economia paranaense durante décadas, a araucária deixou seu protagonismo no aspecto econômico para integrar a pauta ambiental, após entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção, no inicio dos anos 2000. Com isso, a produção de pinhão também foi seriamente afetada.

Segundo o coordenador de cultivos florestais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Amauri Ferreira Pinto, em entrevista à Rádio Club de Palmas, entre 2001 e 2016, a produção de pinhão caiu 50%. No mesmo período, o número de produtores reduziu de 4,8 mil para cerca de 1,2 mil.

Diante desse quadro, o instituto passou a desenvolver um projeto para o incentivo à produção do pinhão, transformando-o numa atividade rentável para o agricultor.

Destaca que já há alguns anos, o instituto, juntamente com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a UFPR (Universidade Federal do Paraná), estuda o melhoramento do pinhão, que resulte em melhoria de produtividade. Além disso, anualmente são elaborados materiais e informes, com dados e informações de mercado.

Segundo ele, para este ano, a previsão é de um aumento de 10% na produção, passando de 4,2 mil toneladas em 2019 para 4,5 mil toneladas. Salienta, entretanto, que não é uma realidade geral, uma vez que determinadas regiões enfrentaram dificuldades diante da seca que atinge o Estado desde o final no ano passado.

Com relação aos preços, aponta que, na propriedade, eles variam, em média, entre R$ 3,10 e R$ 7,20 o quilo. Já nos estabelecimentos comerciais, a média estadual está entre R$ 7,10 e R$ 16,80. Ouça no player abaixo: