A sucessão rural e a permanência no campo dos jovens agricultores é assunto que preocupa as principais lideranças rurais do Paraná. Este foi o tema principal discutido no 1º Encontro Estadual da Juventude Rural do Paraná, que aconteceu em Pontal do Paraná, no litoral do Estado na semana passada.
O encontro atraiu cerca de 300 jovens de 180 municípios do Estado e foi organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento e Instituto Emater Paraná. Durante o evento foram discutidos também outros temas variantes que envolvem a sucessão rural e a permanência no campo, como educação, acesso à terra, trabalho e renda. O município de Francisco Beltrão contou com um representante no encontro. Foi o agricultor e militante do MST Moacir Prado, residente no Assentamento Missões, interior do município.
O encontro resultou na elaboração de uma carta com diversas reivindicações. O documento será encaminhado a todas as autoridades estaduais e nacionais, inclusive à presidenta Dilma Roussef. Uma das reivindicações foi apresentada por Moacir Prado. Trata-se de acesso facilitado ao bloco de produtor rural, problema que muitos filhos de assentados enfrentam quando buscam o documento junto às secretarias municipais de agricultura. Estima-se que exista no Estado cerca de 500 mil jovens rurais, distribuídos em cerca de 370 mil propriedades, sendo que 80% destas propriedades são da agricultura familiar, de pequenos e médios produtores.