Novas tecnologias em porta-enxertos para produção de maçãs foram temas do Dia de Campo realizado pela estação experimental do IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná) de Palmas, Sul do Estado, nesta quinta-feira (18). Produtores, técnicos e outros profissionais da agricultura participaram do evento e acompanharam parte das pesquisas que estão em andamento na unidade.

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“O nosso objetivo é oferecer novas alternativas ao produtores”, destaca Schveiczrski (Foto: Guilherme Zimermann/RBJ)

Explicou o diretor da estação, Wilson Schveiczrski, que o porta-enxerto trata-se da raiz da planta, parte essa responsável pela transmissão de características importantes para o desenvolvimento da planta, como produtividade, qualidade de fruto e resistência a doenças.

Conforme Schveiczrski, a falta de opções para a produção, uma vez que atualmente existe apenas um tipo de porta enxerto em uso no país, motivou o IAPAR e outras instituições, como a UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), IFPR (Instituto Federal do Paraná) e a empresa Agromillora, a buscarem novas variedades para os produtores.

Iniciado em 2017, o projeto de pesquisa já colhe como resultados o desempenho de três tipos de porta-enxertos, que se destacaram na produção e pegamento dos frutos.

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Macedo aponta que o CG destaca-se pela ramificação e incremento de produtividade (Foto: Guilherme Zimermann/RBJ)

Representando a empresa Agromillora, Tiago Afonso de Macedo, que conduziu o evento, falou sobre as principais propriedades dos porta-enxertos da série CG (Cornell-Geneva). Conforme ele, que é mestre e doutor em produção vegetal, a variedade possui, dentre outros aspectos, resistência ao fogo bacteriano, boa tolerância ao complexo de doenças de replantio e imunidade ao pulgão lanígero.

Com pesquisas mais avançadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Macedo apresenta dados que apontam a superioridade do CG em relação a porta-enxertos tradicionais. “Temos áreas comerciais e experimentais com oito anos de idade. Nesse período, nós temos, em área de replantio, cerca de 70 toneladas de diferença entre um CG e um porta-enxerto tradicional”, destaca.

Apesar de ser mais caro, por conta de ser patenteado, em relação ao Maruba, principal porta-enxerto utilizado no país, o CG pode representar avanços significativos na produtividade, defende o especialista.